A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de revogação da prisão do influenciador Vítor Vieira Belarmino, que se tornou réu por homicídio após atropelar e matar o fisioterapeuta Fábio Toshiro Kikuta em 14 de julho de 2024. O atropelamento ocorreu na Av. Lúcio Costa, no Recreio dos Bandeirantes, enquanto a vítima atravessava a […]
A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de revogação da prisão do influenciador Vítor Vieira Belarmino, que se tornou réu por homicídio após atropelar e matar o fisioterapeuta Fábio Toshiro Kikuta em 14 de julho de 2024. O atropelamento ocorreu na Av. Lúcio Costa, no Recreio dos Bandeirantes, enquanto a vítima atravessava a rua. Vítor, que dirigia um BMW em alta velocidade, fugiu do local sem prestar socorro. A audiência de instrução e julgamento está marcada para 11 de abril.
A juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis, da 1ª Vara Criminal, argumentou que a prisão foi mantida devido à fuga do acusado e à possibilidade de que testemunhas se sentissem intimidadas caso ele estivesse em liberdade. A defesa de Vítor alegou que multas em seu prontuário não foram cometidas por ele, mas a juíza destacou que isso não diminui as evidências de que ele dirigia acima da velocidade permitida, entre 109 km/h e 160 km/h.
Fábio e sua noiva, Bruna Villarinho, haviam acabado de se casar e estavam a caminho do hotel quando o acidente ocorreu. Bruna, que não foi atingida, ficou traumatizada e criou páginas nas redes sociais para ajudar a localizar Vítor. O inquérito da Polícia Civil revelou que o impacto do atropelamento foi tão forte que o corpo de Toshiro foi projetado para dentro do carro, onde os ocupantes o deixaram na via pública antes de fugir.
Além de Vítor, cinco mulheres que estavam no carro também enfrentam acusações de omissão de socorro. O veículo acumulava mais de R$ 17 mil em dívidas, incluindo multas por excesso de velocidade e outras infrações. A situação continua a ser acompanhada pelas autoridades, que já ouviram todos os envolvidos, exceto o influenciador.
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