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Prefeitura de São Paulo decide substituir empresas de ônibus ligadas ao PCC

- A Prefeitura de São Paulo substituirá Transwolff e UPBus do transporte público. - As empresas estão sob investigação do MP-SP por suposto envolvimento com o PCC. - Prefeito Ricardo Nunes indicou que a rescisão dos contratos era "quase certa". - Transwolff e UPBus transportam juntas cerca de 700 mil passageiros diariamente. - Nova licitação será aberta para contratar empresas substitutas, garantindo serviços.

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quarta-feira, 29 de janeiro de 2024, a substituição das empresas Transwolff e UPBus do sistema de transporte público. A decisão ocorreu após a rejeição das defesas apresentadas pelas concessionárias, que estão sob investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por suposto envolvimento com a facção criminosa Primeiro […]

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quarta-feira, 29 de janeiro de 2024, a substituição das empresas Transwolff e UPBus do sistema de transporte público. A decisão ocorreu após a rejeição das defesas apresentadas pelas concessionárias, que estão sob investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por suposto envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O prefeito Ricardo Nunes (MDB) se reuniu com autoridades municipais para discutir a situação.

As empresas, que transportam juntas cerca de 700 mil passageiros por dia, estão sob intervenção desde abril de 2023. Elas tiveram um prazo de 15 dias úteis para responder a um processo administrativo iniciado pela prefeitura em dezembro. A fiscalização municipal apontou inconformidades financeiras e operacionais nas operações das concessionárias, levando ao avanço do processo de caducidade dos contratos.

A prefeitura garantiu que a intervenção continuará e que uma equipe técnica dará prosseguimento à substituição, assegurando a manutenção dos serviços prestados à população, além dos pagamentos a funcionários e fornecedores. Uma nova licitação será aberta para contratar uma empresa substituta. No ano passado, as duas empresas receberam mais de R$ 800 milhões da prefeitura.

As investigações do MP-SP revelaram que a UPBus era utilizada para lavagem de dinheiro por sócios ligados ao PCC, incluindo indivíduos foragidos da Justiça. O presidente da UPBus foi preso no mês passado, enquanto a Transwolff, que opera 132 linhas na Zona Sul, enfrenta diversas reclamações e possui um histórico de problemas com a justiça, incluindo seu fundador, que já foi processado por envolvimento com o PCC.

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