A defesa do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os advogados alegam “ilegalidade e nulidade” no acordo firmado entre Cid e a Polícia Federal, citando áudios divulgados pela Revista Veja que indicam o “descumprimento” dos […]
A defesa do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os advogados alegam “ilegalidade e nulidade” no acordo firmado entre Cid e a Polícia Federal, citando áudios divulgados pela Revista Veja que indicam o “descumprimento” dos requisitos para a validação do acordo.
Os defensores afirmam que Cid demonstrou inconformismo com o conteúdo da delação, alegando que não utilizou a palavra “golpe”. A defesa argumenta que a delação revela a ausência de “voluntariedade” na manifestação de Cid, que teria sido constrangido a assinar o acordo, cujos termos seriam “dissonantes” de sua versão dos fatos. Os áudios sugerem possível coação, o que, segundo a defesa, deslegitima e torna ilícito o conteúdo do acordo.
Rodrigo Bezerra de Azevedo está preso desde novembro de 2023, sendo suspeito de envolvimento em uma trama golpista que, conforme a PF, incluiu uma operação próxima à residência do ministro Alexandre de Moraes em Brasília. Ele é investigado por tentativa de golpe de Estado, após a PF identificar que um celular utilizado no plano “Copa 2022” estava registrado em seu nome.
A delação de Cid foi homologada pelo STF em setembro de 2023, onde ele citou nove das 40 pessoas indiciadas pela PF por suspeita de participação na tentativa de golpe após a vitória do atual presidente Lula nas eleições de 2022. Esta semana, a defesa de Cid também pediu ao STF a abertura de investigação sobre o vazamento de parte da delação à imprensa, enfatizando que não se pretende penalizar a imprensa, mas sim averiguar a quebra de sigilo.
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