O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra o pedido da Polícia Federal para que o ministro Flávio Dino assumisse a relatoria do inquérito da Operação Overclean, atualmente sob a responsabilidade do ministro Kassio Nunes Marques. A operação investiga uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de […]
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra o pedido da Polícia Federal para que o ministro Flávio Dino assumisse a relatoria do inquérito da Operação Overclean, atualmente sob a responsabilidade do ministro Kassio Nunes Marques. A operação investiga uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro, com foco em emendas parlamentares. A PF argumenta que Dino deveria ser o relator por já estar vinculado a investigações semelhantes, mas Gonet defende que a relatoria deve permanecer com Nunes Marques, pois não há prevenção no caso.
O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, decidiu ouvir a PGR antes de tomar uma decisão sobre o pedido da PF. A investigação foi encaminhada ao STF em 16 de janeiro devido a suspeitas de envolvimento de pessoas com foro privilegiado, como deputados federais e senadores. A Operação Overclean é suspeita de movimentar cerca de R$ 1,4 bilhão provenientes de contratos fraudulentos e superfaturados, além de contar com uma célula de apoio informacional composta por policiais.
Entre os crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. A apuração teve início após uma denúncia da Controladoria-Geral da União sobre irregularidades em contratos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas na Bahia. Um dos políticos citados é o deputado federal Elmar Nascimento (União-BA), que teve vínculos com o empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, apontado como elo político do grupo criminoso.
A Operação Overclean foi deflagrada em 10 de dezembro de 2024 e envolve a colaboração de diversas instituições, incluindo a Receita Federal e a Controladoria-Geral da União. A apreensão de R$ 1,5 milhão e documentos relevantes em uma aeronave que se dirigia de Salvador a Brasília gerou apreensão no meio político, evidenciando a gravidade das suspeitas e a complexidade da investigação em curso.
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