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Lula exige explicações sobre rombo de 597 milhões nos Correios durante reunião no Planalto

- O presidente Lula exigiu plano de reestruturação urgente para os Correios. - Em 2023, a estatal teve prejuízo de R$ 597 milhões, o terceiro maior entre estatais. - O rombo total das estatais em 2024 chegou a R$ 8 bilhões, recorde histórico. - Os Correios foram responsáveis por R$ 3 bilhões desse déficit alarmante. - A ministra Esther Dweck destacou iniciativas para reverter a situação financeira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, para discutir o rombo bilionário nas contas da estatal durante uma reunião no Palácio do Planalto nesta sexta-feira, 31 de janeiro. Santos revelou que Lula exigiu um plano de reestruturação da empresa, afirmando que a elaboração das propostas já […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, para discutir o rombo bilionário nas contas da estatal durante uma reunião no Palácio do Planalto nesta sexta-feira, 31 de janeiro. Santos revelou que Lula exigiu um plano de reestruturação da empresa, afirmando que a elaboração das propostas já está em andamento e envolve os ministérios da Gestão, Fazenda e Comunicações. O presidente dos Correios destacou a urgência em reverter a situação financeira da estatal.

Em 2023, os Correios registraram um prejuízo líquido de R$ 597 milhões, sendo o terceiro maior entre as estatais federais. Os dados de 2024 ainda não foram divulgados, mas o Banco Central já anunciou um rombo histórico de R$ 8 bilhões para o conjunto de estatais, com R$ 6,7 bilhões apenas das estatais federais. Os Correios foram responsáveis por R$ 3 bilhões desse total, o que motivou a cobrança de Lula a Santos.

Santos atribuiu os resultados negativos ao sucateamento da empresa durante o governo anterior, que visava a privatização dos Correios. Ele também mencionou os altos custos para a universalização dos serviços e as despesas fixas com pessoal como fatores que agravaram a situação. Além disso, não foi abordado o déficit de R$ 15 bilhões no Postalis, fundo de pensão dos funcionários, que levou a empresa a injetar R$ 7,6 bilhões para evitar a insolvência.

A reunião contou com a presença da ministra da Gestão, Esther Dweck, que afirmou que as iniciativas para sanear os Correios estão em curso. Ela ressaltou que, apesar dos resultados negativos, a empresa está em uma trajetória positiva e que várias medidas serão adotadas para reverter os prejuízos o mais rápido possível.

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