A crise no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se intensificou com a divulgação de uma nova carta aberta por servidores da área de comunicação, que já conta com mais de 200 assinaturas. O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, é acusado de utilizar sua posição para promoção pessoal, em detrimento da missão do instituto […]
A crise no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se intensificou com a divulgação de uma nova carta aberta por servidores da área de comunicação, que já conta com mais de 200 assinaturas. O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, é acusado de utilizar sua posição para promoção pessoal, em detrimento da missão do instituto de produzir estatísticas confiáveis. Os funcionários afirmam que Pochmann tem saturado as plataformas do IBGE com notícias sobre suas realizações e realizado “turnês oportunistas” que se aproveitam de eventos de divulgação de dados do instituto para uma agenda pessoal.
A insatisfação com a gestão de Pochmann não é nova. Desde sua nomeação em agosto de 2023, por Luiz Inácio Lula da Silva, o economista enfrentou críticas por sua abordagem autoritária e falta de diálogo com os servidores. A criação da Fundação de Apoio à Inovação Científica e Tecnológica do IBGE (IBGE+), considerada uma ameaça à autonomia do instituto, gerou uma mobilização sem precedentes, resultando em uma carta com 651 assinaturas, incluindo 289 de servidores em cargos de chefia. A fundação foi suspensa temporariamente após pressão interna e externa.
Além disso, a relação de Pochmann com a imprensa tem sido criticada. Os servidores afirmam que ele evita coletivas e prefere se comunicar com veículos selecionados, o que levanta preocupações sobre a transparência da gestão. A falta de diálogo e a imposição de uma agenda política têm alimentado um clima de desconfiança e descontentamento entre os funcionários, que temem pela credibilidade do IBGE.
O governo, embora preocupado com a situação, ainda não cogita a demissão de Pochmann, visto que ele é considerado um aliado próximo de Lula. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, e outros ministros estão monitorando a crise, mas a pressão por mudanças na gestão do IBGE continua a crescer, refletindo a necessidade de um ambiente mais colaborativo e transparente dentro da instituição.
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