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Deputado federal é vinculado a monitoramento do PCC, revela Polícia Federal

- A ex-esposa do deputado Delegado Da Cunha foi monitorada pelo PCC em 2019. - Vídeos mostram faccionados seguindo seu veículo, indicando possível ameaça. - A investigação apura planos do PCC para sequestrar o senador Sergio Moro. - Da Cunha ganhou notoriedade por discursos contra o crime organizado. - A Polícia Federal investiga a relação entre o monitoramento e o deputado.

Arquivos de um cartão de memória apreendido entre os pertences de Janeferson Gomes, conhecido como Nefo, ex-chefe da Sintonia Restrita do Primeiro Comando da Capital (PCC), revelam que a ex-esposa do deputado Delegado Da Cunha (PP-SP) foi alvo de monitoramento clandestino pela facção. Os registros incluem vídeos que mostram uma SUV Pajero preta, veículo da […]

Arquivos de um cartão de memória apreendido entre os pertences de Janeferson Gomes, conhecido como Nefo, ex-chefe da Sintonia Restrita do Primeiro Comando da Capital (PCC), revelam que a ex-esposa do deputado Delegado Da Cunha (PP-SP) foi alvo de monitoramento clandestino pela facção. Os registros incluem vídeos que mostram uma SUV Pajero preta, veículo da ex-esposa, sendo seguida por membros do PCC em 2019. Essa informação faz parte de um extenso relatório de mais de 7.000 páginas que investiga planos do grupo criminoso para sequestrar o senador Sergio Moro (União Brasil-PR).

O deputado Da Cunha, que assumiu seu primeiro mandato em 2022, ganhou notoriedade nas redes sociais por suas posturas contra o crime organizado. A Polícia Federal, que teve acesso aos dados após a prisão preventiva de Nefo, acredita que o monitoramento da ex-esposa pode ter sido uma estratégia do PCC para atingir o próprio deputado. O vídeo mostra faccionados registrando a placa do veículo, indicando um planejamento cuidadoso.

A PF observou que é comum agentes de segurança pública ocultarem seus endereços, o que pode ter levado a Célula Restrita do PCC a investigar a ex-companheira de Da Cunha em busca de informações sobre ele. O deputado não se manifestou sobre as revelações. Vale lembrar que, em um episódio anterior, enquanto ainda era delegado da Polícia Civil de São Paulo, Da Cunha admitiu ter encenado o resgate de um refém do PCC, gerando controvérsia.

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