O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias (PT-PI), retornou temporariamente ao Senado para votar na eleição que deve reconduzir Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência da Casa. Em entrevista, Dias destacou que qualquer reforma ministerial promovida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve focar na governabilidade e nas alianças políticas para […]
O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias (PT-PI), retornou temporariamente ao Senado para votar na eleição que deve reconduzir Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência da Casa. Em entrevista, Dias destacou que qualquer reforma ministerial promovida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve focar na governabilidade e nas alianças políticas para as eleições de 2026. Ele enfatizou a importância de organizar uma base aliada para garantir resultados positivos junto ao Congresso.
Dias também comentou sobre as críticas de líderes partidários, como Gilberto Kassab (PSD) e Marcos Pereira (Republicanos), que questionaram o governo Lula. Para ele, essas críticas são válidas e podem refletir um movimento para aumentar a influência no Executivo. Apesar da queda na avaliação do presidente, Dias ressaltou que Lula ainda lidera as pesquisas de intenção de voto, com uma aprovação de 47%, que ele considera não baixa, dado o contexto de polarização política.
O ministro expressou otimismo em relação ao crescimento econômico, prevendo um aumento acima de 3,5%. Ele acredita que as medidas econômicas adotadas desde a posse de Lula em 2023 trarão resultados positivos. Dias também comentou sobre a nova comunicação do governo, destacando a experiência do novo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, como um fator que pode melhorar a avaliação do governo.
Em relação ao emprego, Dias avaliou a queda de mais de 500 mil postos de trabalho formal em dezembro como esperada, devido a fatores sazonais. Ele destacou que, entre janeiro de 2023 e outubro de 2024, foram criados mais de 3,5 milhões de postos, sendo 92% deles voltados para beneficiários do Bolsa Família e do Cadastro Único. O ministro também mencionou a importância do combate a fraudes nos programas sociais, que resultou na exclusão de mais de 4 milhões de benefícios fraudulentos, gerando uma economia significativa para o governo.
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