A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi condenada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por desinformação, mas não é a única sob risco de cassação. Um levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou que outros parlamentares, tanto da base bolsonarista quanto da oposição, enfrentam acusações de disseminação de fake news. Zambelli, que já […]
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi condenada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por desinformação, mas não é a única sob risco de cassação. Um levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou que outros parlamentares, tanto da base bolsonarista quanto da oposição, enfrentam acusações de disseminação de fake news. Zambelli, que já é alvo de duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) relacionadas à campanha de Lula em 2022, também enfrenta um pedido de condenação da Procuradoria-Geral da República (PGR) por invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.
A decisão do TRE-SP, se confirmada, pode resultar na nulidade dos 946.244 votos que Zambelli recebeu, levando a uma retotalização dos votos dos demais candidatos em São Paulo. O professor Fernando Neisser, da FGV-SP, explicou que a nulidade ocorre quando o ilícito está ligado à obtenção de votos, o que difere de comportamentos irregulares durante o mandato. A sanção do TRE tem efeito suspensivo, permitindo que a parlamentar permaneça no cargo até que todos os recursos sejam julgados.
Além de Zambelli, outros parlamentares como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO) também enfrentam ações por uso indevido de comunicação e disseminação de desinformação. A coligação de Bolsonaro busca a cassação do deputado André Janones (Avante-MG) por alegações de que ele teria criado uma “fábrica de fake news” em favor de Lula. Essas ações estão sendo analisadas pelo TSE e por cortes estaduais.
A PGR também pediu a condenação de Zambelli e do hacker Walter Delgatti por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), incluindo a elaboração de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes. O procurador-geral, Paulo Gonet, argumentou que Zambelli atuou para desmoralizar a Justiça brasileira em busca de vantagem política, enquanto Delgatti confirmou sua participação a pedido da deputada, que nega as acusações.
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