O Comprova não encontrou evidências de que verbas públicas foram utilizadas na viagem de 21 deputados e um senador brasileiros aos Estados Unidos para a posse de Donald Trump em 20 de janeiro de 2025. Os parlamentares têm um prazo de 90 dias para solicitar reembolso de despesas. A investigação surgiu após alegações nas redes […]
O Comprova não encontrou evidências de que verbas públicas foram utilizadas na viagem de 21 deputados e um senador brasileiros aos Estados Unidos para a posse de Donald Trump em 20 de janeiro de 2025. Os parlamentares têm um prazo de 90 dias para solicitar reembolso de despesas. A investigação surgiu após alegações nas redes sociais de que o grupo teria viajado com dinheiro público para pedir sanções contra o Brasil.
Durante a posse, a comitiva, composta por parlamentares bolsonaristas, negou o uso de recursos públicos, afirmando que custearam a viagem com recursos próprios. A Câmara dos Deputados informou que deputados podem usar a cota parlamentar para despesas no exterior, mas até o momento não há registros de gastos relacionados a essa viagem. O prazo para solicitar reembolso se estende até abril.
O Senado Federal também foi consultado sobre a viagem do senador Jorge Seif, que não apresentou requerimento para a viagem, e não há registros de passagens ou diárias pagas. A cota parlamentar varia conforme o estado, com valores que podem chegar a R$ 51.406,33 em Roraima. Para viagens internacionais, os parlamentares têm direito a diárias que variam de US$ 391 a US$ 428.
Embora não haja registros de gastos públicos até agora, os deputados têm até 90 dias para apresentar recibos e solicitar reembolso. O Comprova também questionou os partidos políticos sobre o financiamento da viagem, e alguns confirmaram que os parlamentares usaram recursos próprios. A investigação foi motivada pelo alto alcance das publicações nas redes sociais, que geraram 245 mil visualizações até 31 de janeiro.
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