Uma operação conjunta do governo federal resgatou trabalhadores em condições de trabalho escravo em minas subterrâneas de garimpo ilegal na Amazônia, especificamente em Maués, Amazonas. A ação, que envolveu a Polícia Federal, o Ministério do Trabalho e outros órgãos, foi desencadeada por denúncias de exploração e uso de cianeto na extração de ouro. Durante a […]
Uma operação conjunta do governo federal resgatou trabalhadores em condições de trabalho escravo em minas subterrâneas de garimpo ilegal na Amazônia, especificamente em Maués, Amazonas. A ação, que envolveu a Polícia Federal, o Ministério do Trabalho e outros órgãos, foi desencadeada por denúncias de exploração e uso de cianeto na extração de ouro. Durante a operação, constatou-se que os trabalhadores enfrentavam jornadas exaustivas e riscos associados a substâncias químicas, além de danos ambientais avaliados em mais de R$ 1 bilhão.
Na mesma linha, o governo concluiu a primeira fase da Operação de Desintrusão na Terra Indígena Munduruku, no Pará, que resultou em um prejuízo de R$ 112,3 milhões ao garimpo ilegal. Desde o início da operação, em novembro do ano passado, foram aplicadas multas totalizando R$ 24,2 milhões e desmantelados 90 acampamentos, além de apreensões significativas de equipamentos e substâncias ilegais. O governo afirmou que essas ações dificultaram a continuidade das atividades clandestinas na região.
Entretanto, o Greenpeace alertou que, cinco meses após a destruição de 450 balsas de garimpo no Rio Madeira, foram localizadas 130 balsas ativas. A ONG destacou que a exploração ilegal de ouro continua a impactar gravemente as comunidades ribeirinhas e o meio ambiente, com a atividade garimpeira sendo sustentada por uma cadeia criminosa. O monitoramento recente indicou 12 alertas de balsas em operação, evidenciando a persistência do problema.
O porta-voz do Greenpeace, Jorge Eduardo Dantas, enfatizou a necessidade urgente de políticas integradas para proteger os rios e as populações locais. Ele também destacou que 94% do garimpo ocorre em áreas protegidas, como Terras Indígenas. O pesquisador Fábio Candotti, da Universidade Federal do Amazonas, sugeriu que as autoridades busquem alternativas sociais para reduzir a importância do garimpo e da pesca ilegal, além de criticar o investimento em segurança pública sob suspeita de envolvimento com atividades criminosas.
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