Walter Delgatti Neto, conhecido como o “hacker de Araraquara”, solicitou a transferência do Centro de Detenção Provisória de Araraquara para a Penitenciária II “Dr. José Augusto Salgado” em Tremembé, alegando risco à sua vida. A defesa argumenta que Delgatti é “amplamente conhecido” devido à Operação Spoofing, que investigou a invasão de contas do Telegram de […]
Walter Delgatti Neto, conhecido como o “hacker de Araraquara”, solicitou a transferência do Centro de Detenção Provisória de Araraquara para a Penitenciária II “Dr. José Augusto Salgado” em Tremembé, alegando risco à sua vida. A defesa argumenta que Delgatti é “amplamente conhecido” devido à Operação Spoofing, que investigou a invasão de contas do Telegram de envolvidos na Operação Lava-Jato. Os dados obtidos por ele foram cruciais para decisões do Supremo Tribunal Federal sobre a imparcialidade do ex-juiz Sérgio Moro.
Além disso, Delgatti participou da Comissão Parlamentar Mista (CPMI) dos Atos de 8 de janeiro de 2023, onde afirmou ter invadido o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a pedido da deputada Carla Zambelli. A defesa alega que a “notoriedade do réu” e o “clima de polarização política” geraram ameaças contra ele. Um dos documentos anexados ao pedido é um requerimento para inclusão de Delgatti e seus familiares no Programa Federal de Proteção à Testemunha.
A solicitação de transferência ocorreu após a manutenção da prisão preventiva de Delgatti em 9 de janeiro. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu informações sobre a segurança do réu e a viabilidade da mudança para Tremembé, mas destacou que não há registros de ocorrências no presídio de Araraquara. Gonet também observou que o pedido de Delgatti não apresenta fatos específicos sobre ameaças e que não há confirmação de vagas em Tremembé.
O complexo penitenciário de Tremembé é conhecido por abrigar presos de casos de grande repercussão, como Edinho, filho de Pelé, e Suzane von Richtofen. Atualmente, estão detidos no local o ex-jogador Robinho, condenado por estupro, e Ronnie Lessa, acusado de assassinar a vereadora Marielle Franco. Gonet também se manifestou pela condenação de Carla Zambelli, que, junto a Delgatti, é ré da Supremo Tribunal Federal por falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático.
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