Na próxima quarta-feira, dia 5 de fevereiro, organizações da sociedade civil estarão em Brasília para acompanhar o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a “ADPF das Favelas”. Essa ação prevê, entre outras medidas, a implementação obrigatória de câmeras para policiais em serviço e a realização de perícias em operações policiais. Um levantamento da ONG […]
Na próxima quarta-feira, dia 5 de fevereiro, organizações da sociedade civil estarão em Brasília para acompanhar o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a “ADPF das Favelas”. Essa ação prevê, entre outras medidas, a implementação obrigatória de câmeras para policiais em serviço e a realização de perícias em operações policiais.
Um levantamento da ONG Redes da Maré revela que, em 2024, ocorreram 42 operações policiais na favela, resultando em 20 mortes. Alarmantemente, apenas em cinco dessas operações havia ambulâncias disponíveis para atender os feridos. A falta de perícias, essenciais para a responsabilização dos autores dos disparos, é preocupante, com apenas quatro casos sendo investigados adequadamente.
Desde 2016, foram registradas 148 mortes em operações policiais na Maré, mas apenas 11 perícias foram realizadas de acordo com os parâmetros normativos estabelecidos. Esses dados ressaltam a necessidade de uma abordagem mais rigorosa e transparente nas operações policiais, especialmente em áreas vulneráveis como as favelas.
A expectativa é que o julgamento no STF traga avanços significativos na proteção dos direitos humanos e na responsabilização das forças de segurança, refletindo as demandas da sociedade civil por maior transparência e justiça nas ações policiais.
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