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Zambelli e hacker Delgatti são denunciados por invasão e falsidade ideológica no STF

- A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação de Zambelli e Delgatti. - Ambos são réus no STF por invasão ao sistema do CNJ e falsidade ideológica. - Zambelli é apontada como mentora da trama para desmoralizar a Justiça. - Delgatti ficou famoso por hackear mensagens da Lava-Jato, impactando a política. - O desfecho do caso agora depende da decisão do STF sobre a dupla.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou, no último sábado, a condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e do hacker Walter Delgatti Neto pelos crimes de falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático. Ambos são réus no Supremo Tribunal Federal (STF) por invadirem o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde inseriram um falso […]

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou, no último sábado, a condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e do hacker Walter Delgatti Neto pelos crimes de falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático. Ambos são réus no Supremo Tribunal Federal (STF) por invadirem o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde inseriram um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. A trama foi revelada em 2022 e supostamente envolveu o então presidente Jair Bolsonaro.

Em agosto de 2022, Delgatti foi flagrado em uma reunião com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, onde discutiram a segurança das urnas eletrônicas. O encontro foi articulado por Zambelli, que também pagou as despesas do hacker em Brasília. Delgatti, famoso por hackear mensagens da Lava-Jato, afirmou que o plano era causar um escândalo para invalidar as eleições, alegando que Moraes era parcial.

Delgatti também tentou grampear Moraes, oferecendo dinheiro a um funcionário da operadora TIM para ajudá-lo no crime, mas a proposta foi recusada. Em fevereiro de 2024, ambos foram indiciados pela Polícia Federal pela invasão do CNJ, que ocorreu em janeiro de 2023, antes dos atentados de 8 de janeiro em Brasília. O objetivo era disseminar documentos falsos sobre Moraes.

Em abril de 2024, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou Zambelli e Delgatti pela tentativa de invasão e pela expedição do mandado falso. A denúncia aponta Zambelli como a mentora do crime, buscando desmoralizar a Justiça Brasileira para obter vantagens políticas. Com o pedido de condenação feito pela PGR, agora cabe ao STF decidir o futuro da dupla.

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