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Comissão independente revisa condenação de enfermeira por assassinato de bebês no Reino Unido

- Uma comissão independente revisará o caso de Lucy Letby, condenada por assassinato. - Especialistas questionam provas, sugerindo que mortes podem ser naturais. - Advogados de Letby alegam erro judicial e pedem revisão criminal ao CCRC. - O julgamento durou dez meses e chocou o Reino Unido pela gravidade das acusações. - Ex-ministro David Davis classifica condenação como uma das maiores injustiças modernas.

Uma comissão independente revisará o caso da enfermeira britânica Lucy Letby, condenada à prisão perpétua por assassinato de recém-nascidos. Letby, de 35 anos, foi considerada culpada pelo assassinato de sete bebês e pela tentativa de assassinato de outros sete na unidade de terapia intensiva do hospital Countess of Chester, onde trabalhou entre 2015 e 2016. […]

Uma comissão independente revisará o caso da enfermeira britânica Lucy Letby, condenada à prisão perpétua por assassinato de recém-nascidos. Letby, de 35 anos, foi considerada culpada pelo assassinato de sete bebês e pela tentativa de assassinato de outros sete na unidade de terapia intensiva do hospital Countess of Chester, onde trabalhou entre 2015 e 2016. A defesa de Letby, que se declarou inocente, utilizou um artigo científico de 1989 do médico canadense Shoo Lee durante o julgamento.

Na última terça-feira, Lee apresentou as conclusões de um painel de 14 especialistas independentes em Londres, questionando as evidências que levaram à condenação de Letby. Ele afirmou: “As provas usadas para condená-la são equivocadas e isso, para mim, é um problema.” O médico argumentou que as mortes ocorreram por causas naturais ou cuidados médicos inadequados, e não por assassinato. Os advogados de Letby alegam erro judicial e apresentaram um recurso à instância de revisão criminal (CCRC).

O CCRC confirmou que recebeu uma solicitação preliminar sobre o caso e que a avaliação está em andamento, embora o processo possa ser demorado devido ao grande volume de provas. A comissão independente tem a autoridade de encaminhar o caso para uma nova apelação. O julgamento original, que durou dez meses, chocou a sociedade britânica e descreveu Letby como a pior assassina de crianças na história recente do Reino Unido.

Durante o julgamento, Letby foi acusada de injetar ar no sangue de recém-nascidos, provocando embolia gasosa. Shoo Lee contestou que a palidez dos bebês não é evidência suficiente para tal conclusão. A primeira apelação de Letby foi rejeitada em maio de 2024, e um novo recurso foi negado em outubro. O ex-ministro conservador David Davis, presente na coletiva de imprensa, defendeu um novo julgamento, considerando as condenações de Letby como “uma das maiores injustiças dos tempos modernos.”

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