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Moraes autoriza transferência de tenente-coronel preso por plano de assassinato para Manaus

- O tenente-coronel Hélio Ferreira Lima foi preso na Operação Contragolpe em 2024. - Ele foi transferido para Manaus a pedido próprio, visando proximidade familiar. - Lima e outros cinco foram acusados de planejar assassinatos de autoridades. - O grupo "kids pretos" utilizou táticas militares em ações golpistas em 2022. - A decisão de transferência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

O tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, um dos integrantes do grupo conhecido como “kids pretos”, permanecerá preso na unidade Militar de Manaus. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 4 de fevereiro de 2025. Lima está detido desde 19 de novembro de 2024, após a Operação Contragolpe, […]

O tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, um dos integrantes do grupo conhecido como “kids pretos”, permanecerá preso na unidade Militar de Manaus. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 4 de fevereiro de 2025. Lima está detido desde 19 de novembro de 2024, após a Operação Contragolpe, que investiga um plano de assassinato contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e Moraes.

Inicialmente, Lima foi preso no Rio de Janeiro e transferido para Brasília em dezembro do ano passado. A nova transferência para Manaus atendeu a um pedido do próprio militar, que alegou a necessidade de estar mais próximo da família. Moraes autorizou a mudança para o 7º Batalhão de Polícia do Exército, em Manaus, após o Comando Militar da Amazônia confirmar a disponibilidade de uma cela.

A Operação Contragolpe revelou que os “kids pretos” utilizaram conhecimentos técnicos e militares para planejar ações ilícitas entre novembro e dezembro de 2022. O grupo, que inclui outros quatro detidos, foi associado a reuniões que visavam delinear estratégias para uma ofensiva golpista. Os ataques de 8 de janeiro de 2023, que resultaram em invasões, mostraram a presença de manifestantes bem organizados e equipados.

O termo “kids pretos” refere-se informalmente a militares de operações especiais que usam gorros pretos. Historicamente, o nome remete ao codinome de um comandante que atuou contra guerrilheiros na região do Araguaia. A investigação continua em andamento, com a Polícia Federal analisando as conexões e ações do grupo.

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