O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou à Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SEAP) que informe, em até dez dias, sobre a segurança de Walter Delgatti Neto, conhecido como o “hacker de Araraquara”. Delgatti está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória de Araraquara, enfrentando acusações de […]
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou à Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SEAP) que informe, em até dez dias, sobre a segurança de Walter Delgatti Neto, conhecido como o “hacker de Araraquara”. Delgatti está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória de Araraquara, enfrentando acusações de falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático. A solicitação surgiu após a defesa do hacker alegar que ele tem recebido “sérias e frequentes ameaças”, colocando sua vida em risco.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou, afirmando que é necessário um parecer do administrador do local onde Delgatti está detido antes de opinar sobre uma possível transferência. A PGR destacou que a escolha do estabelecimento prisional deve considerar a segurança pública e a proximidade do preso com seu meio social e familiar. Além de avaliar a segurança, Moraes pediu informações sobre a viabilidade de transferir Delgatti para a Penitenciária 2 de Tremembé.
No último sábado, a PGR pediu a condenação de Delgatti e da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por crimes relacionados à elaboração e divulgação de um mandado de prisão falso contra Moraes, que foi registrado no Banco Nacional de Mandados de Prisão. Delgatti já havia sido preso em 2019, no âmbito da operação “Spoofing”, acusado de invadir contas de autoridades, incluindo o ex-juiz e atual senador Sergio Moro.
A defesa de Delgatti argumenta que sua notoriedade, decorrente da Operação Spoofing, e o clima de polarização política o tornam um alvo fácil dentro da prisão. Em 2023, ele foi condenado a 20 anos e um mês de prisão por invasão ao sistema do Judiciário, um caso que originou a série de reportagens conhecidas como “Vaza Jato”, revelando a relação entre membros do Ministério Público e magistrados.
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