A morte da estudante Ana Clara Benevides, em novembro de 2023, durante um show da cantora Taylor Swift no Rio de Janeiro, gerou repercussão mundial e alertou as autoridades sobre os riscos das mudanças climáticas à saúde pública. Em resposta, o Ministério da Justiça determinou que a distribuição gratuita de água se tornasse obrigatória em […]
A morte da estudante Ana Clara Benevides, em novembro de 2023, durante um show da cantora Taylor Swift no Rio de Janeiro, gerou repercussão mundial e alertou as autoridades sobre os riscos das mudanças climáticas à saúde pública. Em resposta, o Ministério da Justiça determinou que a distribuição gratuita de água se tornasse obrigatória em grandes eventos no Brasil. Contudo, a prefeitura de São Paulo ainda não apresentou ações concretas para proteger os foliões do Carnaval, que começa em 22 de fevereiro, diante da ameaça de calor excessivo e chuvas intensas.
O movimento “As Águas Vão Rolar”, composto por mais de 70 blocos de rua, enviou uma carta ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) solicitando a criação de um gabinete de crise climática e a garantia de água gratuita durante a festividade. O geógrafo Rodrigo Jesus, um dos autores da carta, criticou a falta de diálogo da prefeitura, afirmando que “faltam menos de três semanas para o início do Carnaval” e que as autoridades ainda não alinharam ações com os blocos.
Entre as propostas estão a instalação de ilhas de hidratação e a exigência de que os comerciantes ofereçam água a preços acessíveis. O movimento também pede apoio na coleta de lixo para evitar alagamentos e a instalação de um gabinete de crise para monitorar as condições climáticas em tempo real. Com a previsão de 767 blocos e 860 desfiles para o Carnaval de 2025, a falta de planejamento e transparência por parte da prefeitura é uma preocupação crescente entre os organizadores.
Em resposta, a prefeitura afirmou que a SPTuris já elaborou um plano de emergência para chuvas intensas e que reuniões com os blocos serão agendadas após a publicação no Diário Oficial. Além disso, a prefeitura está em diálogo com a Sabesp para viabilizar a distribuição de água. A Ambev, patrocinadora do Carnaval, também se comprometeu a oferecer preços mais baixos para água em comparação com bebidas alcoólicas.
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