O governo dos Estados Unidos confirmou o envio de dez membros da gangue Trem de Aragua, da Venezuela, para a base de Guantánamo, em Cuba. Os primeiros voos partiram de El Paso, Texas, e chegaram na tarde de terça-feira, conforme informou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. O Pentágono classificou esses indivíduos como “estrangeiros […]
O governo dos Estados Unidos confirmou o envio de dez membros da gangue Trem de Aragua, da Venezuela, para a base de Guantánamo, em Cuba. Os primeiros voos partiram de El Paso, Texas, e chegaram na tarde de terça-feira, conforme informou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. O Pentágono classificou esses indivíduos como “estrangeiros ilegais de alto risco”, mas não detalhou os crimes pelos quais são acusados.
A medida foi ordenada pelo presidente Donald Trump, que também determinou a preparação das instalações para receber até 30.000 migrantes. O Departamento de Defesa justificou a ação, afirmando que o Departamento de Imigração e Alfândega visa garantir a “detenção segura” desses indivíduos até que possam ser repatriados ou enviados a outro local apropriado. O governo venezuelano, liderado por Nicolás Maduro, se comprometeu a aceitar o retorno de seus cidadãos, incluindo membros de gangues.
Desde que os republicanos reassumiram o poder, mais de 8.000 migrantes irregulares foram detidos, com 461 libertações ocorrendo por diversos motivos. A prisão de Guantánamo, inaugurada em 2002 como parte da “guerra ao terror”, é frequentemente utilizada para manter prisioneiros capturados em conflitos, além de deter solicitantes de asilo e refugiados interceptados no mar.
Organizações de direitos humanos criticam as condições de detenção em Guantánamo, relatando que os migrantes enfrentam vigilância ao contatar advogados, são forçados a usar óculos escuros durante o transporte e vivem em instalações com problemas de higiene, como a presença de ratos. Essas denúncias levantam preocupações sobre o tratamento dispensado aos detidos na base.
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