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Sam Kerr alega tratamento desigual da polícia por causa da cor da pele durante julgamento

- Sam Kerr, capitã da seleção australiana, enfrenta julgamento por assédio racial. - Durante o incidente, Kerr relatou medo de sequestro e abuso verbal a policiais. - Ela se declarou não culpada, alegando que suas palavras foram mal interpretadas. - A defesa argumenta que comentários de Kerr abordam poder e privilégio racial. - O caso levanta questões sobre tratamento policial e experiências de racismo.

A jogadora de futebol Sam Kerr, atacante do Chelsea, declarou em tribunal que se sentiu tratada de forma diferente pela polícia devido à sua raça. A acusação contra ela envolve um incidente em uma delegacia em 30 de janeiro de 2023, onde ela teria ofendido o policial PC Stephen Lovell, chamando-o de “estúpido e branco”. […]

A jogadora de futebol Sam Kerr, atacante do Chelsea, declarou em tribunal que se sentiu tratada de forma diferente pela polícia devido à sua raça. A acusação contra ela envolve um incidente em uma delegacia em 30 de janeiro de 2023, onde ela teria ofendido o policial PC Stephen Lovell, chamando-o de “estúpido e branco”. O episódio ocorreu após uma noite de comemorações com sua parceira, Kristie Mewis, quando um taxista a levou à delegacia em vez de casa, após uma reclamação sobre danos ao veículo.

Durante seu depoimento, Kerr relatou que se sentiu ameaçada pelo comportamento do taxista, que dirigia de forma errática, o que a deixou com medo por sua segurança. Ela mencionou ter pensado em casos de violência contra mulheres, como o de Sarah Everard, enquanto estava no táxi. Após chegar à delegacia, a sensação de alívio inicial se transformou em medo, pois os policiais não acreditaram em sua versão dos fatos, levando-a a sentir-se impotente.

Kerr, que se identifica como anglo-indiana, afirmou que suas declarações sobre raça foram uma reação à percepção de poder e privilégio dos policiais. Sua advogada, Grace Forbes, argumentou que os comentários de Kerr, embora mal expressos, abordavam questões de desigualdade. A defesa também destacou que a acusação de assédio racial não tinha respaldo, uma vez que a Coroa não havia apoiado a acusação inicialmente.

O policial Lovell, que se sentiu ofendido pelas palavras de Kerr, negou que suas reações fossem exageradas. O tribunal ouviu que outro policial presente não se sentiu ofendido pelas mesmas declarações. Kerr, que já teve sucesso no futebol e está se recuperando de uma lesão, continua a enfrentar as acusações enquanto o julgamento prossegue.

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