A engenheira nuclear e ex-Miss América, Grace Stanke, iniciou uma turnê de dez dias na Austrália, promovendo os benefícios da energia nuclear em um país onde essa fonte está banida há quase 30 anos. Stanke, de 22 anos, trabalha para a gigante de energia dos EUA, Constellation, e sua visita ocorre em um momento crítico, […]
A engenheira nuclear e ex-Miss América, Grace Stanke, iniciou uma turnê de dez dias na Austrália, promovendo os benefícios da energia nuclear em um país onde essa fonte está banida há quase 30 anos. Stanke, de 22 anos, trabalha para a gigante de energia dos EUA, Constellation, e sua visita ocorre em um momento crítico, a poucos meses de uma eleição nacional que pode levar o Partido Liberal à vitória, prometendo construir sete usinas nucleares, desafiando o plano atual do governo trabalhista de focar em energias renováveis e gás.
Durante sua turnê, organizada pela Nuclear for Australia (NFA), Stanke se deparou com reações mistas do público. Em Brisbane, uma mulher foi expulsa após interromper sua fala, refletindo a polarização do debate. Stanke, que descreveu a experiência como “provavelmente a mais vocal que já tive”, defendeu o nuclear como uma solução necessária, apesar das críticas que afirmam que essa energia é cara e demorada para substituir as usinas a carvão.
A proposta do líder do Partido Liberal, Peter Dutton, inclui um investimento de 331 bilhões de dólares australianos (cerca de 206 bilhões de dólares), com a expectativa de que a primeira usina nuclear comece a operar até 2035. No entanto, essa visão é contestada por especialistas que defendem que as energias renováveis ainda são a opção mais econômica e eficiente para que a Austrália alcance a meta de zero emissões até 2050.
Enquanto o nuclear ganha destaque, cresce a insatisfação em áreas rurais em relação à rápida implementação de projetos de energia renovável. O número de petições contra esses projetos triplicou em dois anos, e grupos conservadores estão promovendo documentários sobre os impactos negativos nas comunidades locais. Shackel, fundador da NFA, acredita que a energia nuclear pode ser uma solução para as preocupações de emprego e uso da terra nas comunidades afetadas pela energia renovável.
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