O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), sob a liderança de Wellington Dias (PT-PI), iniciou uma investigação sobre ONGs contratadas para distribuir marmitas a pessoas em situação de vulnerabilidade em São Paulo. A ação, parte do programa Cozinha Solidária, revelou que as entidades, ligadas a parlamentares do PT, não estão cumprindo os contratos. O jornal O […]
O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), sob a liderança de Wellington Dias (PT-PI), iniciou uma investigação sobre ONGs contratadas para distribuir marmitas a pessoas em situação de vulnerabilidade em São Paulo. A ação, parte do programa Cozinha Solidária, revelou que as entidades, ligadas a parlamentares do PT, não estão cumprindo os contratos. O jornal O Globo destacou que uma das ONGs, a Mover Helipa, não possui estrutura adequada para a produção de refeições, e várias cozinhas solidárias subcontratadas não entregaram as quantidades acordadas.
A Mover Helipa, dirigida por José Renato Varjão, ex-assessor de deputados petistas, foi contratada por R$ 5,6 milhões para fornecer 4.583 refeições mensais. No entanto, a Cozinha Solidária Madre Teresa de Calcutá, uma das responsáveis pela entrega, não apresentou condições para operar e utilizou fotos de outro local em seus relatórios. Além disso, a Cozinha Solidária Unidos Pela Fé, também ligada a ex-assessores, admitiu não ter iniciado a entrega das marmitas, apesar de já ter recebido pagamento.
A oposição ao governo Lula criticou os gastos e pediu investigações, alegando que os recursos públicos estão sendo mal utilizados. A deputada Silvia Waiãpi (PL-AP) e o deputado Sanderson (PL-RS) expressaram preocupações sobre a falta de capacidade das ONGs e a possível malversação de recursos. O Tribunal de Contas da União (TCU) foi acionado para investigar os repasses financeiros, e o MDS anunciou que tomará medidas cabíveis, incluindo a possibilidade de corte de verbas e devolução de recursos.
O MDS também informou que está colaborando com a Controladoria-Geral da União (CGU) e outros órgãos de fiscalização para garantir a correta aplicação dos recursos. A pasta enfatizou que qualquer irregularidade resultará em descredenciamento das ONGs envolvidas. O ministério reafirmou seu compromisso em combater a fome e garantir que os recursos cheguem a quem realmente precisa.
Entre na conversa da comunidade