O senador Cleitinho (Republicanos-MG) manifestou apoio à proposta do governo de isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Em suas redes sociais, ele questionou quais parlamentares se oporiam a essa medida, que visa beneficiar trabalhadores. Atualmente, a isenção é válida para rendimentos de até R$ 2,8 mil mensais. O projeto, que […]
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) manifestou apoio à proposta do governo de isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Em suas redes sociais, ele questionou quais parlamentares se oporiam a essa medida, que visa beneficiar trabalhadores. Atualmente, a isenção é válida para rendimentos de até R$ 2,8 mil mensais. O projeto, que quase dobra o limite de isenção, faz parte de um pacote fiscal que busca reduzir despesas em até R$ 70 bilhões.
Cleitinho já se posicionou contra o bolsonarismo em outras ocasiões, como na defesa de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende abolir a jornada de trabalho de seis dias. Durante um pronunciamento, ele destacou as diferenças entre a carga horária dos políticos e a dos trabalhadores, afirmando que os parlamentares trabalham apenas 151 dias ao ano, em contraste com os 264 dias dos cidadãos comuns. Ele também mencionou que os políticos têm 214 dias de descanso, mais que o dobro dos 101 dias dos trabalhadores.
O senador criticou a disparidade salarial, apontando que o salário mínimo atual de R$ 1.412 é muito inferior aos R$ 40 mil recebidos pelos políticos. Ele ressaltou os benefícios que a classe política possui, como carros oficiais e planos de saúde vitalícios, e considerou como uma “desculpa” o argumento de que o fim da jornada 6×1 poderia prejudicar a economia.
A discussão sobre a jornada de trabalho começou após um vídeo viral de Rick Azevedo, um balconista que expressou seu esgotamento. A proposta ganhou apoio da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que apresentou uma PEC no Dia do Trabalhador, sugerindo a redução das horas de trabalho. Cleitinho propõe uma mobilização nacional em apoio a essa iniciativa, sugerindo que, se a jornada não for eliminada, os políticos devem adotar o mesmo regime de trabalho.
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