A Justiça da Argentina decidiu libertar o cirurgião plástico e piloto Fabián Peláez, acusado de sequestrar e prostituir sua namorada, que se jogou do primeiro andar de um prédio em Palermo na tentativa de escapar. A decisão foi tomada após a suposta vítima retirar suas declarações, afirmando que não foi vítima de tráfico. O juiz […]
A Justiça da Argentina decidiu libertar o cirurgião plástico e piloto Fabián Peláez, acusado de sequestrar e prostituir sua namorada, que se jogou do primeiro andar de um prédio em Palermo na tentativa de escapar. A decisão foi tomada após a suposta vítima retirar suas declarações, afirmando que não foi vítima de tráfico. O juiz federal Daniel Rafecas autorizou a soltura, desconsiderando o pedido do promotor Gerardo Pollicita, que argumentava sobre o risco de fuga do acusado.
Durante a audiência, a mulher, de 34 anos, não se opôs à libertação de Peláez e testemunhou favoravelmente a ele. Segundo um investigador, “o tráfico e a privação de liberdade foram descartados”, e a mulher alegou que se tratava apenas de um fornecimento gratuito de drogas. O cirurgião, que mantinha um relacionamento com a vítima há cinco anos, negou as acusações de sequestro, afirmando que a mulher se jogou da varanda “voluntariamente” após uma noite de consumo de drogas e álcool.
Após a queda, que resultou em tornozelos quebrados, a mulher denunciou que era forçada a se prostituir. No apartamento, foram encontradas diversas drogas, incluindo maconha e cocaína, além de bebidas alcoólicas. Os investigadores também descobriram medicamentos psiquiátricos e documentos da vítima, o que levantou suspeitas, já que em casos de tráfico é comum a remoção dos documentos pessoais.
O caso agora se concentra em esclarecer os eventos que ocorreram no imóvel. Peláez colaborou com as investigações, entregando a senha de seu celular para análise. A libertação do cirurgião e a retirada das acusações pela vítima levantam questões sobre a dinâmica do relacionamento e as circunstâncias que levaram ao incidente.
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