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Cremesp proíbe políticos em áreas médicas e incentiva denúncias de invasões

- O Cremesp proibiu a entrada de políticos em áreas privativas da medicina. - Profissionais devem acionar a polícia em casos de invasão e registrar ocorrências. - Um vereador invadiu uma unidade em Minas Gerais, resultando na morte de um idoso. - Casos semelhantes foram registrados em São Paulo, envolvendo outros vereadores. - O Cremesp reforça que a fiscalização deve ser feita por conselhos regionais, não por políticos.

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) enviou uma circular aos responsáveis técnicos de serviços de saúde, proibindo a entrada de políticos em áreas privativas da medicina. A orientação inclui acionar a Polícia Militar e o Cremesp em casos de invasão, além de registrar boletim de ocorrência. Para facilitar denúncias, o órgão disponibilizou […]

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) enviou uma circular aos responsáveis técnicos de serviços de saúde, proibindo a entrada de políticos em áreas privativas da medicina. A orientação inclui acionar a Polícia Militar e o Cremesp em casos de invasão, além de registrar boletim de ocorrência. Para facilitar denúncias, o órgão disponibilizou um número de WhatsApp com atendimento 24 horas.

O médico pneumologista Roberto Rodrigues Júnior, coordenador do departamento de fiscalização do Cremesp, destacou que diversos parlamentares têm invadido unidades de saúde, causando constrangimento a médicos e pacientes, e promovendo conteúdos sensacionalistas nas redes sociais. Ele mencionou um caso recente em Minas Gerais, onde um vereador invadiu uma sala de emergência, resultando na morte de um idoso.

Além do incidente em Minas Gerais, Rodrigues Júnior citou outros casos de parlamentares de São Paulo, como os vereadores Leandro Basson e Lucas Pavanato, que também apresentaram condutas inadequadas em unidades de saúde. O coordenador enfatizou que esse comportamento não contribui para a melhoria da saúde, mas sim prejudica o atendimento e coloca os pacientes em risco.

Rodrigues Júnior reafirmou que os conselhos regionais de medicina têm a prerrogativa de fiscalizar as unidades de saúde, garantindo que as normas sanitárias sejam respeitadas. Ele alertou que irregularidades serão apuradas e penalizadas, e que não será tolerada a violência ou a exposição de médicos que atuam na linha de frente do atendimento à população.

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