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Dezoito indígenas são resgatados em Bento Gonçalves em situação de escravidão moderna

- Dezoito trabalhadores indígenas foram resgatados em Bento Gonçalves (RS) em 7 de fevereiro. - Eles viviam em condições precárias, sem pagamento e em alojamentos inadequados. - Promessas de trabalho com carteira assinada e diárias de R$ 150 não foram cumpridas. - Irregularidades incluíram venda de itens essenciais a preços abusivos no alojamento. - O Ministério do Trabalho notificou a empresa a quitar dívidas e custear o retorno.

Dezoito trabalhadores indígenas foram resgatados em condições análogas à escravidão em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, na última sexta-feira, dia 7. Eles estavam envolvidos na colheita de uvas a 120 km de Porto Alegre e foram dispensados sem pagamento, vivendo em condições precárias, como dormir em colchões espalhados pelo chão e em áreas […]

Dezoito trabalhadores indígenas foram resgatados em condições análogas à escravidão em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, na última sexta-feira, dia 7. Eles estavam envolvidos na colheita de uvas a 120 km de Porto Alegre e foram dispensados sem pagamento, vivendo em condições precárias, como dormir em colchões espalhados pelo chão e em áreas improvisadas. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que o grupo buscou assistência social após ser despejado do local.

Os trabalhadores chegaram à cidade em 7 de janeiro de 2025, com promessas de emprego imediato, carteira assinada e diárias de R$ 150, além de alimentação e moradia. No entanto, as diárias começaram a ser pagas apenas em 20 de janeiro, e muitos não receberam pelo tempo trabalhado. O MTE destacou que, após quase um mês, os trabalhadores foram dispensados, tendo trabalhado apenas em algumas diárias, o que gerou frustração e descontentamento.

O grupo resgatado incluía 12 homens e seis mulheres, com idades entre 17 e 67 anos, além de um recém-nascido e uma criança de cinco anos. Relatos indicam que a mesma área abrigou até 40 pessoas, que foram deixando o local devido ao descumprimento das promessas. O alojamento, alugado irregularmente pela empresa prestadora de serviços, foi interditado pelas autoridades.

Além das condições de trabalho, os auditores-fiscais identificaram a venda de itens que deveriam ser fornecidos gratuitamente, como papel higiênico, a preços superiores ao mercado. A empresa prestadora de serviços foi notificada para quitar os valores devidos e custear o retorno dos trabalhadores às suas cidades de origem. O MTE também garantirá o Seguro-Desemprego Especial, que assegura o pagamento de três salários mínimos aos trabalhadores resgatados.

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