A missionária católica Dorothy Stang, conhecida como “anjo da Amazônia”, foi assassinada em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, no Pará, enquanto se dirigia a uma reunião com agricultores. Dois homens armados a abordaram e, após ela ler versículos da Bíblia, foi morta com vários tiros, incluindo um na cabeça. A investigação revelou que […]
A missionária católica Dorothy Stang, conhecida como “anjo da Amazônia”, foi assassinada em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, no Pará, enquanto se dirigia a uma reunião com agricultores. Dois homens armados a abordaram e, após ela ler versículos da Bíblia, foi morta com vários tiros, incluindo um na cabeça. A investigação revelou que sua morte foi encomendada por fazendeiros locais, em meio a conflitos por terras públicas na Amazônia, marcados por grilagem e violência.
Dorothy, nascida em Ohio, nos Estados Unidos, chegou ao Brasil em 1966 e dedicou sua vida a trabalhar com comunidades marginalizadas. Ela se destacou na defesa da reforma agrária e da proteção ambiental, promovendo a distribuição de terras e práticas agrícolas sustentáveis. A missionária foi uma das idealizadoras do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS), criado em 1999, e ajudou a estabelecer o PDS Esperança em Anapu.
Antes de seu assassinato, Dorothy enfrentou ameaças de fazendeiros que disputavam as terras que ela defendia para os agricultores. Em 11 de fevereiro de 2005, ela participou de uma reunião com lavradores, que foi interrompida por ameaças de morte. Apesar de solicitar proteção às autoridades, seu pedido não foi atendido, e no dia seguinte, foi executada ao retornar para a reunião.
Cinco pessoas foram responsabilizadas pelo crime, incluindo os executores Rayfran Sales e Clodoaldo Batista, além de mandantes como os fazendeiros Vitalmiro Moura e Regivaldo Pereira Galvão. Anualmente, a memória de Dorothy é honrada na Romaria da Floresta, em Anapu, que também denuncia a violência na Amazônia.
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