Um novo relatório do inspetor geral da USAID revela que a administração Trump, ao desmantelar a agência e congelar a assistência externa, dificultou o rastreamento do uso indevido de recursos humanitários financiados por contribuintes americanos. Essa situação pode resultar em que esses fundos acabem, inadvertidamente, nas mãos de grupos terroristas. O relatório contradiz as alegações […]
Um novo relatório do inspetor geral da USAID revela que a administração Trump, ao desmantelar a agência e congelar a assistência externa, dificultou o rastreamento do uso indevido de recursos humanitários financiados por contribuintes americanos. Essa situação pode resultar em que esses fundos acabem, inadvertidamente, nas mãos de grupos terroristas. O relatório contradiz as alegações de Trump e Elon Musk de que a extinção da agência reduziria fraudes e desperdícios.
O documento destaca que a redução significativa de pessoal e a incerteza sobre as isenções da assistência externa prejudicaram a supervisão das operações da USAID. “As recentes reduções de pessoal … degradaram a capacidade da USAID de distribuir e proteger a assistência humanitária financiada pelos contribuintes”, afirma o relatório. A agência exige que programas em regiões como Afeganistão e Síria passem por um processo de “votação de parceiros” para evitar que os fundos apoiem grupos como Hamas e ISIS.
Entretanto, esses esforços de verificação estão paralisados devido à escassez de funcionários. O relatório menciona que a unidade de verificação de contrapartes foi instruída a não comparecer ao trabalho, resultando na incapacidade de realizar as verificações necessárias. Isso deixa a USAID vulnerável a financiar, sem intenção, entidades ligadas a organizações terroristas designadas pelos EUA.
Além disso, o congelamento da assistência suspendeu contratos e atividades de monitoramento de terceiros, essenciais para a supervisão em locais de risco elevado, como Ucrânia e Afeganistão. O relatório indica que cerca de 90% da força de trabalho da USAID na assistência humanitária já foi afetada por licenças ou demissões, comprometendo ainda mais a capacidade da agência de responder a alegações de uso indevido de fundos humanitários.
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