A vida de Oran Almog é marcada por tragédias que se entrelaçam em três atos. O mais recente ocorreu em fevereiro de 2024, com a liberação de Sami Jaradat, organizador do ataque do Jihad Islâmico Palestino que resultou na morte de seu pai, avós, irmão e primo em 2003. Almog decidiu “engolir” sua dor e […]
A vida de Oran Almog é marcada por tragédias que se entrelaçam em três atos. O mais recente ocorreu em fevereiro de 2024, com a liberação de Sami Jaradat, organizador do ataque do Jihad Islâmico Palestino que resultou na morte de seu pai, avós, irmão e primo em 2003. Almog decidiu “engolir” sua dor e apoiar a liberação de Jaradat, que ocorreu em troca de três reféns israelenses. Ele se viu em uma posição semelhante 14 meses antes, quando quatro de seus parentes foram sequestrados em 7 de outubro de 2023 e liberados em um primeiro acordo de troca.
O ataque que destruiu a família de Almog aconteceu em Haifa, em 4 de outubro de 2003, durante a Segunda Intifada. Almog, então com apenas 10 anos, estava em um restaurante à beira-mar quando Hanadi Jaradat, uma advogada palestina, detonou uma bomba, matando 21 pessoas, incluindo seus familiares. Almog sobreviveu, mas ficou cego e passou anos enfrentando desafios, tornando-se medalhista em competições de vela para deficientes visuais e palestrante sobre superação.
O segundo ato de sua tragédia se deu em 7 de outubro de 2023, quando Hamas atacou o kibutz de sua família, resultando em mortes e sequestros. Após 51 dias, seus parentes foram libertados durante uma breve trégua. Almog descreve esse momento como “o mais feliz de sua vida”. Recentemente, ao discutir a política de troca de prisioneiros, ele ficou chocado ao ver Jaradat na lista de libertação, mas reconheceu que a prioridade era trazer os reféns de volta.
Almog expressa sua dor em relação à liberação de Jaradat, mas enfatiza que a vida dos reféns é mais importante. Ele critica a decisão de liberar prisioneiros, considerando-a perigosa, mas admite que não há alternativas viáveis. Almog se preocupa com o futuro e a possibilidade de que os liberados voltem a atividades terroristas, refletindo sobre os erros do passado, como a troca de prisioneiros em 2011 que resultou em novas ameaças. Ele tenta retomar sua vida, embora a memória do ataque ainda o assombre, e observa que o restaurante Maxim, onde tudo aconteceu, continua cheio, simbolizando a resiliência da vida cotidiana.
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