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Brasil apresenta compromissos climáticos na COP29 e redefine metas de desmatamento

- O Brasil comprometeu-se a reduzir emissões de gases entre 59% e 67% até 2035. - A NDC não garante o fim do desmatamento até 2030, contrariando promessas de Lula. - O desmatamento legal e ilegal representa 44% das emissões brasileiras. - A NDC inclui ações de fiscalização e incentivos econômicos para preservação. - O sucesso do plano depende de medidas que estimulem a economia da floresta.

Durante a COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão, o Brasil entregou sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) às Nações Unidas, comprometendo-se a reduzir o desmatamento legal e ilegal. O presidente Lula, que havia prometido zerar o desmatamento em todos os biomas até 2030, agora admite que essa meta não será cumprida. Claudio Angelo, do Observatório do […]

Durante a COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão, o Brasil entregou sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) às Nações Unidas, comprometendo-se a reduzir o desmatamento legal e ilegal. O presidente Lula, que havia prometido zerar o desmatamento em todos os biomas até 2030, agora admite que essa meta não será cumprida. Claudio Angelo, do Observatório do Clima, destaca que a nova NDC reflete o que é viável no momento, apesar da degradação de 33% do território brasileiro em 2023.

A NDC estabelece uma meta de redução de emissões entre 59% e 67% até 2035, em comparação com os níveis de 2005. O Brasil, que é o sexto maior emissor de gases poluentes do mundo, busca implementar ações para cortar emissões, com foco na restauração de vegetação nativa e no fortalecimento das medidas de controle do desmatamento. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, enfatizou a importância do fim do desmatamento para alcançar as metas climáticas.

O governo brasileiro também anunciou a criação de incentivos econômicos para a preservação da vegetação nativa, especialmente no Cerrado, onde o desmatamento é mais intenso. A NDC menciona a necessidade de financiamento para apoiar essas iniciativas, com um foco em programas como o Fundo Amazônia e o Fundo “Florestas tropicais para sempre”, que visa arrecadar $250 bilhões para a proteção das florestas tropicais.

Por fim, a NDC destaca a importância de um plano nacional de bioeconomia e a regulamentação do pagamento por serviços ambientais, que ainda não foram implementados. Com a COP30 se aproximando, o Brasil enfrenta o desafio de demonstrar seu compromisso com a redução do desmatamento e a preservação ambiental, enquanto busca equilibrar as demandas do agronegócio e as metas climáticas.

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