No relatório final da CPI das Apostas, o senador Romário (PL-RJ) detalha o funcionamento de organizações criminosas que manipulam resultados de partidas para lucrar com apostas. O documento recomenda o indiciamento de Bruno Tolentino, tio do jogador Lucas Paquetá, por oferecer vantagens para alterar resultados esportivos, com pena prevista de dois a seis anos de […]
No relatório final da CPI das Apostas, o senador Romário (PL-RJ) detalha o funcionamento de organizações criminosas que manipulam resultados de partidas para lucrar com apostas. O documento recomenda o indiciamento de Bruno Tolentino, tio do jogador Lucas Paquetá, por oferecer vantagens para alterar resultados esportivos, com pena prevista de dois a seis anos de prisão. A CPI revelou que Tolentino transferiu R$ 97 mil para Marlon Bruno Nascimento da Silva, acusado de aliciar jogadores, e fez um Pix de R$ 30 mil para o ex-atacante Luiz Henrique.
Além de Tolentino, o relatório pede o indiciamento de Thiago Chambó Andrade, considerado peça-chave na manipulação de jogos, e William Rogatto, conhecido como o “rei do rebaixamento”. Ambos são acusados de fraudar resultados e oferecer vantagens a jogadores. O relatório menciona que Chambó enviou R$ 20 mil para facilitar pagamentos a jogadores cooptados e que Rogatto confessou ter manipulado resultados de 42 equipes em diversos estados.
O relatório também menciona que Lucas Paquetá é investigado na Inglaterra por supostamente receber cartões amarelos intencionalmente. O senador Jorge Kajuru destacou que o indiciamento de Tolentino sugere o envolvimento de Paquetá. O relatório, que possui 692 páginas, será votado pelos senadores e, se aprovado, será encaminhado ao Ministério Público e à Justiça.
A CPI, que investiga manipulações desde sua instalação em abril de 2024, busca esclarecer a relação entre jogadores, apostadores e a manipulação de resultados. O indiciamento de Tolentino e dos outros envolvidos será analisado pelo Ministério Público, que decidirá sobre possíveis ações judiciais.
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