O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) chegou a Washington D.C. na última segunda-feira (10) para reuniões com parlamentares do Partido Republicano, visando obter informações sobre os financiamentos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAid) no Brasil. A viagem faz parte de uma estratégia para criar um ambiente favorável à proposta de anistia […]
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) chegou a Washington D.C. na última segunda-feira (10) para reuniões com parlamentares do Partido Republicano, visando obter informações sobre os financiamentos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAid) no Brasil. A viagem faz parte de uma estratégia para criar um ambiente favorável à proposta de anistia para os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, que poderia incluir Jair Bolsonaro caso ele seja condenado.
Desde a eleição de Donald Trump, a USAid tem sido alvo de críticas por parte de bolsonaristas, que alegam que a agência interferiu nas eleições brasileiras de 2022, repassando recursos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater desinformação. Eduardo, que pode assumir a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, se reunirá com deputados e senadores republicanos, buscando informações sobre os aportes da USAid em programas eleitorais no Brasil.
Os republicanos Chris Smith e María Elvira Salazar protocolaram um projeto de lei que visa restringir a cooperação financeira entre os EUA e instituições brasileiras, barrando o financiamento a entidades que combatem a desinformação. O projeto menciona a participação do TSE em estudos internacionais financiados pela USAid como exemplo de suposta interferência.
A expectativa de Eduardo é que sua visita a Washington forneça elementos que reforcem a narrativa de que a gestão Biden favoreceu Lula. Apesar de os EUA terem alertado Bolsonaro sobre possíveis consequências de uma ruptura democrática, a recepção de Eduardo pela comitiva republicana pode ser utilizada para fortalecer a base bolsonarista. A USAid, criada na década de 1960, destinou em 2023 US$ 40 bilhões a doações para 130 países, mas enfrentou congelamento de investimentos durante o governo Trump, que criticou a agência por viés ideológico.
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