O bilionário Elon Musk, atuando no governo de Donald Trump como responsável por cortes de despesas, declarou que a democracia dos Estados Unidos está “sendo destruída por um golpe judicial”. A afirmação ocorreu após tribunais federais bloquearem uma série de decretos do presidente, considerados inconstitucionais. Musk expressou sua opinião em sua plataforma, o X, questionando […]
O bilionário Elon Musk, atuando no governo de Donald Trump como responsável por cortes de despesas, declarou que a democracia dos Estados Unidos está “sendo destruída por um golpe judicial”. A afirmação ocorreu após tribunais federais bloquearem uma série de decretos do presidente, considerados inconstitucionais. Musk expressou sua opinião em sua plataforma, o X, questionando o papel dos juízes na anulação de ações presidenciais.
Entre as ordens executivas bloqueadas estão medidas que visam acabar com o direito de cidadania por nascença, garantido pela 14ª Emenda, e a autorização para que a força-tarefa de Musk, chamada Departamento de Eficiência Governamental (Doge), acesse dados do Departamento do Tesouro. Além disso, decisões judiciais impediram a transferência de detentas trans para presídios masculinos e a demissão de funcionários da USAID, com base em leis do Congresso.
O vice-presidente J.D. Vance também se manifestou, afirmando que juízes não devem controlar o poder do executivo, comparando a situação a um juiz tentando interferir em operações militares. Vance compartilhou uma postagem de Adrian Vermeule, professor de Direito em Harvard, que defendeu que a interferência judicial em atos legítimos do estado viola a separação de poderes.
Durante um evento, Trump criticou uma decisão judicial que impediu associados do Doge de Musk de acessar o sistema de pagamentos do Tesouro, chamando a restrição de “vergonha”. Ele indicou que o caso ainda tem um “longo caminho a percorrer”. A administração Trump parece estar criando casos-teste que podem chegar à Suprema Corte, onde a maioria conservadora poderia expandir os poderes presidenciais, levantando a possibilidade de uma crise constitucional se decisões desfavoráveis forem ignoradas.
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