O governo Lula não precisa reagir à taxação de aço imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo Arno Gleisner, diretor da Cisbra. Em entrevista ao UOL News, Gleisner destacou que a taxação, que afeta US$ 6 bilhões em exportações brasileiras, não é exclusiva ao Brasil, mas a todos os fornecedores de aço. Ele […]
O governo Lula não precisa reagir à taxação de aço imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo Arno Gleisner, diretor da Cisbra. Em entrevista ao UOL News, Gleisner destacou que a taxação, que afeta US$ 6 bilhões em exportações brasileiras, não é exclusiva ao Brasil, mas a todos os fornecedores de aço. Ele afirmou que a indústria americana não conseguirá aumentar a produção rapidamente para reduzir as importações, o que minimiza as repercussões para o Brasil.
Trump anunciou tarifas que podem chegar a 25% sobre o aço, e o governo brasileiro considera taxar plataformas digitais dos EUA como retaliação. Serviços como Amazon, Facebook, Instagram, Google e Spotify estariam entre os afetados. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pediu cautela e espera o anúncio oficial das medidas americanas.
Gleisner também comentou sobre o impacto das tarifas na geração de empregos. Ele acredita que, no curto prazo, não há risco de perda de empregos no Brasil, pois a substituição das importações americanas é improvável devido a fatores como energia e investimentos. No entanto, ele sugere que as tarifas podem ser uma estratégia de Trump para fortalecer a indústria americana.
Por fim, Gleisner mencionou que a intenção de Trump pode ser manter essas tarifas indefinidamente, visando aumentar a lucratividade da indústria local. Ele acredita que, embora a substituição total das importações não seja viável, um aumento nos preços pode ocorrer, beneficiando o mercado americano.
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