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Júri de Jorge Guaranho, acusado de matar tesoureiro do PT, começa hoje em Curitiba

- O ex-policial penal Jorge Guaranho é réu por homicídio do guarda municipal Marcelo Arruda. - O crime ocorreu em julho de 2022, durante festa temática do PT em Foz do Iguaçu. - O julgamento começou com depoimentos que destacaram a motivação política do ato. - Guaranho invadiu a festa e disparou contra Arruda, que revidou; ambos foram atingidos. - O réu cumpre prisão domiciliar após ser demitido do cargo pelo ministro da Justiça.

O júri popular do ex-policial penal Jorge Guaranho, réu por homicídio duplamente qualificado, teve início nesta terça-feira (11) em Curitiba. Guaranho é acusado de assassinar Marcelo Arruda, guarda municipal e tesoureiro do PT, durante sua festa de aniversário em 9 de julho de 2022, em Foz do Iguaçu. O julgamento foi transferido para Curitiba após […]

O júri popular do ex-policial penal Jorge Guaranho, réu por homicídio duplamente qualificado, teve início nesta terça-feira (11) em Curitiba. Guaranho é acusado de assassinar Marcelo Arruda, guarda municipal e tesoureiro do PT, durante sua festa de aniversário em 9 de julho de 2022, em Foz do Iguaçu. O julgamento foi transferido para Curitiba após a defesa de Guaranho alegar risco de parcialidade dos jurados na cidade onde o crime ocorreu.

Durante o primeiro dia de julgamento, quatro testemunhas foram ouvidas, incluindo a viúva de Arruda, Pâmela Silva, que destacou a ausência do pai na vida do filho mais novo, que tinha apenas 40 dias na época do crime. A motivação política foi mencionada, uma vez que Guaranho invadiu a festa com gritos de apoio a Jair Bolsonaro, enquanto a comemoração era temática do PT e de Luiz Inácio Lula da Silva. O réu disparou dez vezes, atingindo Arruda quatro vezes.

O crime foi registrado por câmeras de segurança, mostrando Guaranho disparando contra Arruda e outros convidados. O Ministério Público do Paraná denunciou Guaranho por homicídio doloso, considerando que ele agiu por motivo fútil e colocou em risco a vida de outras pessoas presentes. Guaranho, que está em prisão domiciliar desde setembro de 2023, foi demitido do cargo de policial penal após um Processo Administrativo Disciplinar.

O júri deve ouvir um total de dez testemunhas e pode se estender até quinta-feira (13). A juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler preside o caso, que é considerado um exemplo de violência política no Brasil, especialmente em um ano eleitoral marcado por tensões entre diferentes grupos políticos.

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