A BP, uma das principais petroleiras britânicas, começou a utilizar o nome Golfo da América em seus relatórios financeiros para se referir ao Golfo do México, após um decreto do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que alterou a nomenclatura da região. O golfo, que é rico em petróleo e banha os territórios dos Estados Unidos […]
A BP, uma das principais petroleiras britânicas, começou a utilizar o nome Golfo da América em seus relatórios financeiros para se referir ao Golfo do México, após um decreto do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que alterou a nomenclatura da região. O golfo, que é rico em petróleo e banha os territórios dos Estados Unidos e do México, se tornou um ponto de tensão nas relações entre os dois países, especialmente após Trump anunciar e adiar uma sobretaxa sobre produtos mexicanos. A BP fez essa mudança pela primeira vez em seu relatório financeiro divulgado nesta terça-feira, incluindo registros de incidentes passados, como o vazamento de óleo de 2010.
Além da BP, a Chevron também adotou a nova nomenclatura em seu balanço referente ao quarto trimestre de 2024, publicado em 31 de janeiro. Por outro lado, a Shell, outra gigante do setor, optou por manter o nome original do golfo em seus resultados financeiros. A controvérsia sobre a mudança de nome se estendeu ao Google, que alterou a nomenclatura no aplicativo Google Maps para usuários americanos, enquanto manteve o nome original para os mexicanos. Para usuários de outras partes do mundo, a área é exibida como Golfo do México, com a nova denominação entre parênteses.
O decreto de Trump também reverteu a mudança do nome de uma montanha no Alasca, que havia sido renomeada para Denali pelo ex-presidente Barack Obama em 2015, em homenagem à população nativa. Agora, a montanha voltou a ser chamada de Monte McKinley. Essa ação faz parte de uma série de medidas que Trump tem promovido, visando eliminar programas de equidade e inclusão em empresas e órgãos governamentais. Um de seus decretos mais polêmicos foi a determinação de eliminar o que ele chamou de “ideologia de gênero” nas instituições públicas.
Fontes do Financial Times relataram que a administração Trump também solicitou que quatro grandes consultorias que prestam serviços ao governo removesse pronomes indicativos de gênero, como Miss ou Mrs, das assinaturas de e-mails externos de funcionários. Após essa determinação, a Deloitte enviou um e-mail a cerca de 15 mil empregados com essa recomendação, refletindo a postura da administração em relação a questões de diversidade e inclusão.
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