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Polícia Federal investiga senador Eduardo Gomes por suposto desvio de emendas

- A Polícia Federal investiga o senador Eduardo Gomes por desvio de emendas. - Mensagens em celulares apreendidos ligam Gomes a esquema de corrupção. - Inquérito foi aberto em agosto de 2024 após "encontro fortuito de provas". - Assessor de Gomes cobra R$ 1,3 milhão de secretário de deputado investigado. - PGR apoia apuração; novos inquéritos podem esclarecer os fatos.

Mensagens encontradas em celulares apreendidos na investigação sobre desvio de emendas no Maranhão levaram a Polícia Federal a investigar o senador Eduardo Gomes (PL-TO). O inquérito, aberto em agosto de 2024, foi revelado após o levantamento do sigilo da Operação Emendário. A PF busca apurar a possível participação do senador no comércio de emendas, após […]

Mensagens encontradas em celulares apreendidos na investigação sobre desvio de emendas no Maranhão levaram a Polícia Federal a investigar o senador Eduardo Gomes (PL-TO). O inquérito, aberto em agosto de 2024, foi revelado após o levantamento do sigilo da Operação Emendário. A PF busca apurar a possível participação do senador no comércio de emendas, após o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, solicitar diligências preliminares.

Em nota, Eduardo Gomes afirmou que todas as emendas individuais que indicou foram destinadas ao Tocantins, seu estado. Ele destacou que a única emenda para outro estado foi de R$ 1 milhão ao Rio Grande do Sul, em resposta a uma calamidade. A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável à investigação, considerando as mensagens que implicam o senador como relevantes para a apuração.

As mensagens trocadas entre Carlos Lopes, secretário do deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA), e Lizoel Bezerra, ex-assessor de Gomes, revelam cobranças de R$ 1,3 milhão. Lizoel menciona estar “na agonia” para pagar contas e viajar, e a PF acredita que o “homem agoniado” se refere ao senador. O ex-assessor também enviou um print de uma conversa com um contato salvo como Eduardo Gomes, indicando uma relação direta entre os envolvidos.

A PF considera que os episódios encontrados não estão necessariamente ligados às emendas já investigadas. O relatório da investigação sugere que a troca de mensagens reflete um modus operandi similar ao que está sendo apurado. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal deve julgar a denúncia contra Maranhãozinho e outros parlamentares ainda neste mês, enquanto a PF aguarda a autorização para prosseguir com as novas diligências.

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