A senadora Tereza Cristina (PP-MS) está considerando apresentar uma nova proposta para impedir a criação da Fundação IBGE+, que visa buscar novas fontes de financiamento para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A fundação tem enfrentado críticas tanto da oposição ao governo Lula quanto de servidores do órgão. Tereza já é autora do […]
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) está considerando apresentar uma nova proposta para impedir a criação da Fundação IBGE+, que visa buscar novas fontes de financiamento para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A fundação tem enfrentado críticas tanto da oposição ao governo Lula quanto de servidores do órgão. Tereza já é autora do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 39/2025, que busca sustar os efeitos do ato que criou a fundação, proibindo sua instituição sem autorização do Congresso.
Apesar da suspensão temporária da fundação pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no final de janeiro, a proposta continua em tramitação. A senadora planeja apresentar, simultaneamente, um Projeto de Lei Complementar (PLC) que visa reformular o IBGE, conferindo-lhe autonomia semelhante à do Banco Central. Nesse novo modelo, o IBGE não poderia receber financiamento de entidades externas nem ter uma fundação própria. Atualmente, o IBGE é vinculado ao Ministério de Simone Tebet e possui autonomia administrativa.
Tereza Cristina afirmou que a apresentação do PLC dependerá da posição do governo sobre a suspensão da fundação. Em entrevista à VEJA, a senadora declarou: “Quero a modernização do IBGE, mas não do jeito que estão fazendo”. Ela enfatizou que, além do PDL, se houver insistência, o PLC também será apresentado para estabelecer um novo formato para o IBGE. A polêmica em torno do financiamento privado da Fundação IBGE+ foi um dos principais motivos para sua suspensão, com servidores alertando sobre o risco de um “IBGE paralelo” que poderia comprometer a independência técnica do órgão.
A senadora argumenta que o ato que criou a fundação ameaça a autonomia técnico-científica do IBGE e fragmenta seus serviços oficiais. Tereza Cristina considera o ato irregular, pois institui uma fundação na administração indireta federal sem a devida autorização legal. Ela destaca que essa irregularidade compromete a legalidade e a separação de Poderes, afetando a credibilidade dos serviços oficiais de estatística, geografia e cartografia no Brasil.
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