A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou uma auditoria na Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (BB), para investigar a gestão da entidade. O foco inicial é verificar se a indicação do sindicalista João Fukunaga para a liderança da Previ, em 2023, seguiu as normas estabelecidas. A […]
A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou uma auditoria na Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (BB), para investigar a gestão da entidade. O foco inicial é verificar se a indicação do sindicalista João Fukunaga para a liderança da Previ, em 2023, seguiu as normas estabelecidas. A necessidade de auditoria foi reforçada após um prejuízo de R$ 14 bilhões registrado em um dos fundos de previdência complementar em 2024.
O pedido para a auditoria foi feito pelo ministro do TCU, Walton Alencar, e aprovado em agosto do ano passado. Com o processo sem avanços, Alencar solicitou urgência na realização do levantamento, que será conduzido em sigilo. O ministro expressou preocupações graves, destacando que o “Plano 1” acumulou um prejuízo significativo, contrastando com os resultados positivos de anos anteriores, que somaram cerca de R$ 5,5 bilhões em 2023 e mais de R$ 5 bilhões em 2022.
A auditoria também examinará se a indicação de Fukunaga atendeu às exigências legais, como formação e experiência na área. Fukunaga, que é concursado do BB, tem uma carreira ligada ao Sindicato dos Bancários de São Paulo. Sua indicação ocorreu em 24 de fevereiro, com aprovação imediata do conselho deliberativo e da Previc, que supervisiona os fundos de pensão.
O levantamento abrangerá a governança corporativa da Previ e as decisões de investimento, além de investigar possíveis influências políticas e a fiscalização pela Previc. Não há um prazo definido para a conclusão da auditoria, que será relatada por Walton Alencar e precisará ser aprovada pelo plenário do TCU. Em resposta, a Previ afirmou que não comentará as decisões do TCU, mas garantiu que seus planos de previdência permanecem equilibrados, apesar da volatilidade de 2024.
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