O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o rei da Jordânia, Abdullah, se reunirão nesta terça-feira, 11, na Casa Branca para discutir a situação na Faixa de Gaza. A expectativa é que a conversa seja tensa, especialmente após Trump sugerir que os EUA assumam o controle da região, transformando-a em uma “Riviera do Oriente […]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o rei da Jordânia, Abdullah, se reunirão nesta terça-feira, 11, na Casa Branca para discutir a situação na Faixa de Gaza. A expectativa é que a conversa seja tensa, especialmente após Trump sugerir que os EUA assumam o controle da região, transformando-a em uma “Riviera do Oriente Médio”, com a realocação da população para a Jordânia e o Egito. Essa proposta foi rejeitada tanto por esses países quanto pelos palestinos, e o rei Abdullah já expressou sua oposição a qualquer plano que envolva anexação de terras ou deslocamento de palestinos.
Durante a reunião, Abdullah deve alertar Trump sobre os riscos de suas propostas, que poderiam incentivar o radicalismo e desestabilizar a região, além de comprometer a paz com Israel e a estabilidade da Jordânia. Trump, por sua vez, tem demonstrado impaciência com os líderes árabes que não aceitam suas ideias. Um dia antes do encontro, ele afirmou que poderia suspender a assistência americana à Jordânia e ao Egito se não aceitassem receber os palestinos deslocados durante a “reconstrução” de Gaza.
A Jordânia, que abriga mais de 2 milhões de refugiados palestinos em uma população de 11 milhões, depende significativamente da ajuda dos EUA, que ultrapassa US$ 1 bilhão anualmente. O encontro ocorre em um momento crítico, com um frágil cessar-fogo entre Israel e o grupo palestino Hamas. Na segunda-feira, o Hamas anunciou que adiaria a liberação de reféns israelenses devido a supostas violações do acordo por parte de Israel, que continuou os ataques em Gaza.
Trump sugeriu que o cessar-fogo poderia ser encerrado se o Hamas não libertasse todos os reféns até o meio-dia de sábado, 15. A proposta de ocupação da Faixa de Gaza recebeu apoio do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que a considerou “digna de consideração”.
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