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Artistas se revoltam contra retirada de 130 árvores no Jardim de Alah em Ipanema

- A autorização para derrubar 130 árvores no Jardim de Alah gerou revolta popular. - O projeto de modernização é liderado pelo Consórcio Rio + Verde, por 35 anos. - Artistas como Julia Lemmertz criticaram a medida e questionaram a prefeitura. - O espaço, tombado, abriga espécies nativas da Mata Atlântica desde a década de 1930. - A derrubada é vista como um crime ambiental, afetando o clima e a biodiversidade.

A autorização para a retirada de 130 árvores do Jardim de Alah, localizado entre os bairros de Ipanema e Leblon, no Rio de Janeiro, gerou forte indignação entre moradores e artistas. Essa medida integra um projeto de modernização liderado pelo Consórcio Rio + Verde, que conquistou a concessão do espaço por 35 anos em 2023. […]

A autorização para a retirada de 130 árvores do Jardim de Alah, localizado entre os bairros de Ipanema e Leblon, no Rio de Janeiro, gerou forte indignação entre moradores e artistas. Essa medida integra um projeto de modernização liderado pelo Consórcio Rio + Verde, que conquistou a concessão do espaço por 35 anos em 2023. A decisão foi amplamente criticada, especialmente pela atriz Julia Lemmertz, que questionou o prefeito Eduardo Paes sobre o futuro do local.

Lemmertz expressou sua preocupação em um vídeo no Instagram, afirmando que o Jardim de Alah pode se transformar em um empreendimento imobiliário, incluindo lojas e teatros, em vez de ser preservado como um espaço verde. Ela destacou que as 130 árvores adultas, que estão no local há décadas, não serão replantadas, o que representa uma perda significativa para a área. “Estamos morrendo de calor, de enchente, de incêndio…”, lamentou a atriz, enfatizando a necessidade de preservar a natureza.

O Jardim de Alah, com uma área de 95 mil metros quadrados, é tombado e abriga espécies nativas da Mata Atlântica, muitas das quais foram plantadas na década de 1930. A indignação de Lemmertz foi acompanhada por outros artistas, como o ator Matheus Nachtergaele, que exigiu uma resposta de Paes sobre a situação. A atriz Laila Zaid também se manifestou, alertando que derrubar árvores atualmente é considerado um crime contra a humanidade.

As manifestações refletem uma crescente preocupação com a preservação ambiental e a gestão dos espaços urbanos no Rio de Janeiro. A mobilização dos artistas e moradores destaca a importância de se considerar o impacto ambiental de projetos de modernização e a necessidade de proteger áreas verdes em meio ao crescimento urbano.

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