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Censura avança nos museus dos Estados Unidos, alerta relatório da PEN America

- Relatório da PEN America revela censura crescente em museus americanos. - Legisladores republicanos propõem leis que ameaçam a liberdade artística. - Noventa por cento dos diretores de museus não têm protocolos contra censura. - Pressão para autocensura aumenta, com 65% dos diretores já enfrentando isso. - Censura é vista como ameaça à credibilidade e liberdade da sociedade.

Um relatório da organização sem fins lucrativos PEN America, intitulado “O horizonte da censura”, alerta sobre o aumento de cancelamentos e censura em museus nos Estados Unidos, motivados por questões ideológicas, como ambientalismo, religião e diversidade sexual. O estudo, realizado entre junho e julho de 2024, destaca que legisladores, principalmente do Partido Republicano, estão propondo […]

Um relatório da organização sem fins lucrativos PEN America, intitulado “O horizonte da censura”, alerta sobre o aumento de cancelamentos e censura em museus nos Estados Unidos, motivados por questões ideológicas, como ambientalismo, religião e diversidade sexual. O estudo, realizado entre junho e julho de 2024, destaca que legisladores, principalmente do Partido Republicano, estão propondo leis que eliminam isenções de responsabilidade penal para a exibição de material sexualmente explícito ou nudez a menores. Caso essas leis sejam aprovadas, museus e diretores podem enfrentar ações judiciais por exposições que incluam obras com nudez.

A pesquisa, que envolveu diretores de museus, revelou que 90% dos entrevistados afirmaram não ter um protocolo para lidar com tentativas de censura. Os principais alvos incluem obras relacionadas ao conflito Israel-Palestina, críticas ao cristianismo e temas de sexualidade. Quase 65% dos diretores relataram ter enfrentado pressão para não incluir exposições consideradas controversas, com 45% mencionando que a pressão se deve a obras potencialmente ofensivas. Além disso, 30% receberam questionamentos sobre a adequação de obras para crianças durante visitas escolares.

Os diretores também relataram que a censura pode vir de diversas fontes, incluindo conselhos de museus, doadores e o público. Mais de 80% dos entrevistados consideraram atos de censura a retirada de obras devido à raça ou etnia do artista, ou à sua identificação como LGBTQIAP+. O relatório conclui que a censura é uma questão complexa, envolvendo interesses políticos e sociais variados, e enfatiza a importância da arte como veículo de mudança social.

O documento da PEN America foi divulgado após um relatório anterior que indicou um aumento significativo no número de livros proibidos em escolas e bibliotecas, que triplicou em um ano, passando de 3.362 para 10.046. Essa censura é atribuída a leis estaduais e à pressão de grupos conservadores. O catálogo de livros proibidos inclui obras de autores renomados, como Stephen King e Toni Morrison, refletindo um cenário preocupante para a liberdade de expressão na cultura americana.

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