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Prefeito de Ananindeua é investigado por desvio de R$ 261,3 milhões na saúde

- O prefeito de Ananindeua, Doutor Daniel, é investigado por desvio de R$ 261,3 milhões. - O STJ negou habeas corpus, permitindo a continuidade da investigação iniciada em maio de 2024. - A Procuradoria da República pediu agilidade na apuração do caso, que envolve o Hospital Santa Maria. - O Gaeco identificou superfaturamento em serviços prestados ao IASEP entre 2018 e 2022. - Doutor Daniel, que declarou patrimônio crescente, nega as acusações e defende sua conduta.

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O prefeito de Ananindeua, Doutor Daniel, é alvo de uma investigação por suposto desvio de R$ 261.381.860,97 em verbas da saúde. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um habeas corpus que buscava trancar a apuração, que teve início em maio de 2024. A Procuradoria da República pediu “celeridade” na conclusão do Procedimento Investigatório Criminal. […]

O prefeito de Ananindeua, Doutor Daniel, é alvo de uma investigação por suposto desvio de R$ 261.381.860,97 em verbas da saúde. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um habeas corpus que buscava trancar a apuração, que teve início em maio de 2024. A Procuradoria da República pediu “celeridade” na conclusão do Procedimento Investigatório Criminal. Em 2020, Daniel foi reeleito com 83,5% dos votos.

A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), aponta superfaturamento em serviços prestados pelo Hospital Santa Maria ao IASEP, instituto que oferece assistência médica a servidores estaduais. O desvio teria ocorrido entre 2018 e 2022, período em que o prefeito ainda era sócio do hospital. O lucro líquido do Santa Maria cresceu 838,56%, passando de R$ 3 milhões para R$ 108,5 milhões.

Doutor Daniel deixou a sociedade no hospital em maio de 2022, mas, segundo depoimentos, continuou a exercer controle sobre a instituição. Durante a investigação, o prefeito viu sua carreira política prosperar, aumentando seu patrimônio de R$ 351 mil em 2018 para R$ 4,85 milhões em 2024, incluindo R$ 3,15 milhões em propriedades rurais.

Com a decisão do STJ, a investigação prossegue no Tribunal de Justiça do Pará, onde Daniel possui foro privilegiado. O desembargador Pedro Sotero destacou a “fundada suspeita” de que o prefeito estaria envolvido em um esquema fraudulento. Em nota, Doutor Daniel defendeu sua inocência e pediu agilidade na apuração, afirmando que a associação de sua figura aos fatos é “completamente descabida”.

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