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Caos nas ruas do Rio: operação para capturar Peixão termina em tiroteio e pânico

- A operação policial para capturar Peixão causou pânico na Avenida Brasil e Linha Vermelha. - Quatro feridos foram registrados, incluindo dois baleados e dois por estilhaços. - Peixão, chefe do Terceiro Comando Puro, permanece foragido após a ação. - A operação visava impedir invasão do TCP ao Quitungo, dominado pelo Comando Vermelho. - O secretário de Segurança afirmou que a ação evitou um possível "banho de sangue".

Uma operação policial para capturar Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, resultou em um cenário caótico na Zona Norte do Rio de Janeiro, especificamente na Avenida Brasil e na Linha Vermelha. O traficante, que controla o Complexo de Israel, conseguiu escapar, enquanto confrontos entre policiais e criminosos deixaram quatro feridos e causaram a interdição […]

Uma operação policial para capturar Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, resultou em um cenário caótico na Zona Norte do Rio de Janeiro, especificamente na Avenida Brasil e na Linha Vermelha. O traficante, que controla o Complexo de Israel, conseguiu escapar, enquanto confrontos entre policiais e criminosos deixaram quatro feridos e causaram a interdição de importantes vias expressas. Barricadas de pneus e veículos incendiados foram utilizados pelos bandidos para dificultar a ação policial, e um helicóptero da Polícia Militar precisou realizar um pouso de emergência após ser atingido por tiros.

Durante a operação, motoristas e passageiros se refugiaram no asfalto, enquanto um ônibus foi alvejado na Linha Vermelha, ferindo dois passageiros. As autoridades interromperam a circulação de trens e alteraram itinerários de 17 linhas de ônibus para garantir a segurança da população. O clima de tensão se estendeu até o início da noite, quando um ônibus foi sequestrado e atravessado na pista, complicando ainda mais o retorno dos trabalhadores para casa. A operação visava impedir uma invasão do Terceiro Comando Puro (TCP), facção liderada por Peixão, à comunidade do Quitungo, dominada pelo Comando Vermelho.

O secretário estadual de Segurança, Victor dos Santos, justificou a ação como uma medida emergencial para evitar um “banho de sangue” na região. Peixão, que possui um extenso histórico criminal com mais de 70 anotações, é considerado um dos criminosos mais procurados do estado e nunca foi preso. A operação foi marcada por um intenso tiroteio, que impediu a entrada das forças policiais na favela e evidenciou o poder bélico do TCP, que utiliza armamento pesado e estratégias para dificultar a ação da polícia.

Após a operação frustrada, o governo do estado convocou uma coletiva de imprensa para explicar a ação, mas a justificativa não convenceu a população, especialmente após a fuga de Peixão. O governador Cláudio Castro e outros oficiais reiteraram que a operação tinha como objetivo evitar uma invasão ao Quitungo, mas a frustração com a fuga do traficante foi palpável. Peixão, que já foi condenado por tráfico e possui processos por homicídio e intolerância religiosa, continua a ser uma figura central no tráfico de drogas e na violência nas comunidades do Rio de Janeiro.

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