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FAB derruba avião venezuelano suspeito de tráfico de drogas e mata dois homens

- A Força Aérea Brasileira (FAB) abateu um avião venezuelano em 11 de março. - A aeronave desobedeceu ordens de pouso e foi classificada como hostil. - Dois homens a bordo morreram e drogas foram apreendidas na operação. - A ação seguiu a Lei do Abate, regulamentada pelo Decreto nº 5.144 de 2004. - A operação faz parte do combate ao tráfico de drogas na fronteira com a Venezuela.

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Na manhã de terça-feira, 11 de junho de 2024, a Força Aérea Brasileira (FAB) abateu um avião venezuelano suspeito de tráfico de drogas que entrou ilegalmente no espaço aéreo nacional. A aeronave não atendeu às ordens de pouso forçado e, após ser interceptada com tiros, caiu em uma área de floresta próxima a Manaus, no […]

Na manhã de terça-feira, 11 de junho de 2024, a Força Aérea Brasileira (FAB) abateu um avião venezuelano suspeito de tráfico de drogas que entrou ilegalmente no espaço aéreo nacional. A aeronave não atendeu às ordens de pouso forçado e, após ser interceptada com tiros, caiu em uma área de floresta próxima a Manaus, no Amazonas. A FAB informou que a medida de abate é um último recurso, aplicado após a violação de procedimentos estabelecidos, conforme o Decreto nº 5.144 de 2004, que regulamenta a chamada “Lei do Abate”.

Durante a operação, realizada em conjunto com a Polícia Federal (PF), foram encontrados dois homens mortos, que pilotavam a aeronave, além de um carregamento de drogas ainda em avaliação. A FAB destacou que a aeronave não possuía identificação e foi detectada invadindo o espaço aéreo brasileiro, levando à adoção de medidas de averiguação para identificar sua procedência. Os militares tentaram contato e solicitaram que o avião mudasse de rota, mas sem sucesso.

Os procedimentos de interceptação incluem disparos de aviso, que também foram realizados antes do abate. A FAB classificou a aeronave como “hostil” após a recusa em atender às ordens, o que permitiu a aplicação do Tiro de Detenção (TDE), um recurso extremo para impedir a continuidade do voo ilícito. A operação é parte de um esforço contínuo para reforçar a vigilância na região de fronteira do Brasil, onde atividades ilegais, como o tráfico de drogas, têm aumentado.

Este incidente é raro, com poucos casos semelhantes na última década, e reflete a crescente preocupação com a infiltração de organizações criminosas, como o Tren de Aragua, no território brasileiro. A FAB reafirmou seu compromisso em manter a soberania do espaço aéreo e a defesa da pátria, destacando a importância de ações rigorosas contra o tráfico de drogas.

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