A base aliada do governo no Congresso Nacional tem intensificado a pressão sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que a segurança pública receba mais atenção. Tanto deputados da base quanto da oposição expressam a percepção de que o governo carece de projetos concretos para enfrentar a crescente atuação do crime organizado. […]
A base aliada do governo no Congresso Nacional tem intensificado a pressão sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que a segurança pública receba mais atenção. Tanto deputados da base quanto da oposição expressam a percepção de que o governo carece de projetos concretos para enfrentar a crescente atuação do crime organizado. Durante uma reunião que contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, líderes políticos criticaram a falta de propostas, referindo-se ao encontro como um “café frio”.
O ministro da articulação política, Alexandre Padilha, foi questionado sobre a ausência de iniciativas na área e mencionou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em desenvolvimento, que, segundo ele, tem avançado lentamente nas negociações. Padilha não forneceu um prazo para a divulgação do texto final, mas destacou que a pressão dos deputados resultou na formação de um grupo de trabalho para discutir propostas relacionadas à segurança pública. Este grupo incluirá os deputados Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), Adriana Accorsi (PT-GO) e Ismael Alexandrino (PSD-GO).
A insatisfação com a abordagem do governo em relação à segurança pública foi evidente, com Áureo Ribeiro afirmando que é “estranho” o governo não considerar o tema como central. A crítica não se limita a Padilha, mas também atinge o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Embora parte da base aliada reconheça sua boa gestão, há uma demanda por uma maior atenção à segurança pública, com sugestões para dividir o ministério em duas pastas distintas: Justiça e Segurança Pública.
Além disso, deputados de partidos como PDT, PSB e PSD manifestam descontentamento com a representatividade na Esplanada e pedem a saída de Lewandowski na próxima reforma ministerial. A crítica se estende ao estilo “magistral” do ministro, que, segundo os parlamentares, não se alinha adequadamente com as necessidades da segurança pública, permitindo que a pauta seja dominada por partidos de direita.
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