Uma mãe brasileira denunciou um caso de bullying sofrido por seu filho em uma escola na Alemanha, motivado por um conteúdo ofensivo no livro didático “ABC dos Animais”, da editora Mildenberger Verlag. O material descreve um menino chamado Marco, que vive no Rio de Janeiro, afirmando que ele “não vai à escola, busca restos de […]
Uma mãe brasileira denunciou um caso de bullying sofrido por seu filho em uma escola na Alemanha, motivado por um conteúdo ofensivo no livro didático “ABC dos Animais”, da editora Mildenberger Verlag. O material descreve um menino chamado Marco, que vive no Rio de Janeiro, afirmando que ele “não vai à escola, busca restos de comida no lixo de manhã e quer ser jogador de futebol”. Essa representação estereotipada gerou revolta entre pais e a comunidade brasileira, levantando questionamentos sobre a responsabilidade das editoras na escolha de materiais didáticos.
A situação levou a uma mobilização de grupos de brasileiros na Alemanha, que começaram a denunciar o conteúdo e exigir um posicionamento da editora e das autoridades educacionais. A Embaixada do Brasil em Berlim também se manifestou, repudiando a abordagem “insensível e pouco informada” da editora. Em nota, destacou que a taxa de escolarização de crianças brasileiras entre 6 e 14 anos é de 99,4%, segundo dados do IBGE, e mencionou programas sociais como o Bolsa Família que buscam mitigar a desigualdade.
Após a repercussão, a editora Mildenberger publicou uma nota pedindo desculpas à comunidade brasileira e afirmando que o livro será revisado. A nova versão do material digital apresenta Marco como um aluno que sonha em ser jogador de futebol e tem educação física como matéria preferida. No entanto, a editora não informou se haverá correções nos livros físicos.
O caso reacende o debate sobre a importância de representações mais justas e realistas em livros escolares, evitando que estereótipos prejudiquem a imagem de culturas. A comunidade brasileira na Alemanha continua a se mobilizar, criticando a forma como o Brasil foi retratado e alertando para os impactos negativos que esse tipo de conteúdo pode ter na formação das crianças.
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