Um dia após ser condenado a 20 anos de prisão pela morte do tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, o ex-policial penal Jorge Guaranho recebeu autorização para cumprir a pena em prisão domiciliar. A decisão, publicada pelo Tribunal de Justiça do Paraná, foi tomada em caráter liminar, considerando que Guaranho apresenta dificuldades de locomoção e está […]
Um dia após ser condenado a 20 anos de prisão pela morte do tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, o ex-policial penal Jorge Guaranho recebeu autorização para cumprir a pena em prisão domiciliar. A decisão, publicada pelo Tribunal de Justiça do Paraná, foi tomada em caráter liminar, considerando que Guaranho apresenta dificuldades de locomoção e está debilitado. O desembargador Gamaliel Seme Scaff afirmou que a medida não representa risco à sociedade.
Guaranho já estava em prisão domiciliar desde setembro de 2024, mas foi recolhido ao Complexo Médico Penal após a condenação. Com a nova decisão, ele deve ser solto e monitorado por tornozeleira eletrônica, podendo se deslocar apenas para tratamento médico. O advogado da família de Arruda informou que o julgamento do mérito da ação deve ocorrer em até 30 dias.
O julgamento, que durou três dias, resultou na condenação de Guaranho, que alegou ter agido em legítima defesa durante o incidente. Ele afirmou que a morte de Arruda foi uma “fatalidade” e negou motivação política, embora a juíza tenha destacado a intolerância política demonstrada por ele. A defesa planeja recorrer da sentença, enquanto o Ministério Público pediu a condenação por homicídio duplamente qualificado.
A tragédia ocorreu em julho de 2022, quando Arruda comemorava seu 50º aniversário em uma festa do PT. Guaranho invadiu o evento gritando palavras de apoio a Bolsonaro e, após uma troca de tiros, Arruda foi fatalmente atingido. A família da vítima receberá uma indenização de R$ 1,7 milhão da União, considerando que Guaranho utilizou uma arma da União para cometer o crime.
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