A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, evitou comentar a controvérsia sobre a exploração de petróleo na foz do Amazonas durante um discurso em Belém, no dia 14 de fevereiro de 2024. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela enfatizou a importância de uma matriz energética limpa, afirmando que o Brasil deve […]
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, evitou comentar a controvérsia sobre a exploração de petróleo na foz do Amazonas durante um discurso em Belém, no dia 14 de fevereiro de 2024. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela enfatizou a importância de uma matriz energética limpa, afirmando que o Brasil deve ser um “endereço dos melhores investimentos” em energias renováveis. Lula, por sua vez, defendeu a exploração, alegando que a questão não é a exploração em si, mas sim como realizá-la de forma sustentável.
Durante o evento, Marina destacou os avanços na redução do desmatamento, com uma diminuição de 45% na Amazônia e 27% na Mata Atlântica. Ela reafirmou o compromisso do Brasil em alcançar o desmatamento zero até 2030 e criticou a lentidão do Ibama na liberação de pesquisas para a exploração de petróleo. Lula, que tem pressionado pela liberação das atividades na Margem Equatorial, mencionou que a exploração poderia gerar recursos para financiar a transição energética e outras áreas, como educação e saúde.
A ministra também ressaltou que o mundo precisa urgentemente fazer a transição energética e acabar com o uso de combustíveis fósseis. Ela lembrou que, na COP-28, mais de 117 países se comprometeram a triplicar a capacidade de energia renovável até 2030. Apesar de não abordar diretamente a polêmica sobre a Margem Equatorial, Marina deixou claro que o Brasil deve focar em energias limpas, como o hidrogênio verde, para transformar sua matéria-prima em riqueza.
Lula, em entrevista a uma rádio, reiterou que Marina “jamais será contra” a exploração de petróleo, mas que a preocupação é com a forma de realizá-la sem causar danos ambientais. Ele criticou o que chamou de “lenga-lenga” do Ibama e destacou a necessidade de explorar as riquezas do país para financiar a transição energética. A pressão do presidente sobre o tema reflete uma coalizão de apoio à exploração, que inclui membros do governo e políticos, mesmo em um contexto de crescente preocupação ambiental.
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