A comitiva brasileira que participa de eventos do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) em Roma, Itália, gerou críticas de deputados federais da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A viagem, que inclui a primeira-dama Janja e o ministro do Desenvolvimento Social Wellington Dias, custou ao menos R$ 140 mil, valor […]
A comitiva brasileira que participa de eventos do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) em Roma, Itália, gerou críticas de deputados federais da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A viagem, que inclui a primeira-dama Janja e o ministro do Desenvolvimento Social Wellington Dias, custou ao menos R$ 140 mil, valor que pode aumentar devido à falta de informações sobre passagens aéreas e diárias. O deputado Marco Feliciano (PL-SP) criticou os gastos, afirmando que o governo está gastando dinheiro público em viagens enquanto a população enfrenta dificuldades para comprar alimentos.
A deputada Rosângela Moro (União-SP) também se manifestou, lembrando a falta de entrega de quentinhas do programa Cozinha Solidária. Ela destacou que Janja, sem cargo oficial, viaja com assessores para discutir a fome global, enquanto o marido dela sugere a venda de alimentos vencidos. A proposta de vender alimentos fora do prazo foi sugerida por entidades do setor, mas Lula não confirmou que adotaria a ideia. O episódio das “quentinhas fantasmas” também foi mencionado, com parlamentares mostrando quentinhas vazias em uma sessão da Câmara.
A comitiva inclui integrantes do Ministério da Fazenda, como a Secretária de Assuntos Internacionais Tatiana Rosito, que recebeu R$ 21,5 mil em passagens e R$ 10,1 mil em diárias. Outros membros do Ministério do Desenvolvimento Social e da Presidência da República também tiveram gastos significativos, totalizando R$ 49,7 mil em diárias e R$ 34,8 mil para assessores. Os valores das passagens ainda não foram divulgados.
Durante a estadia em Roma, Janja participou de eventos do FIDA e compromissos da Aliança Global Contra Fome, além de se reunir com o Papa Francisco. A viagem levanta questões sobre a utilização de recursos públicos em um contexto de crise alimentar no Brasil, intensificando o debate sobre a responsabilidade fiscal do governo.
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